Salvador amanheceu em festa nesta terça-feira com o lançamento do Carnaval 2024, um evento que promete ser inesquecível. A cerimônia, realizada na histórica Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, foi marcada por anúncios importantes do prefeito Bruno Reis e pela presença marcante de Vovô, do Ilê Aiyê, que trouxe à tona reflexões profundas sobre a cultura e a identidade afro-brasileira na cidade.
Durante o evento, o prefeito Bruno Reis revelou a nova marca do Carnaval e as inovações planejadas para este ano, que começa em 8 de fevereiro. Mas o que realmente chamou a atenção foi o anúncio de novas ações voltadas para os blocos Afro, incluindo a reforma da sede do Ilê Aiyê e da Escola Mãe Hilda do Ilê Aiyê. Estas iniciativas são um reconhecimento do papel vital que esses grupos desempenham na cultura de Salvador, especialmente no ano em que o Ilê Aiyê celebra seu 50º aniversário.

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Vovô, do Ilê Aiyê, com sua fala emocionante, destacou a importância de Salvador em abraçar sua identidade afro-brasileira. Ele relembrou a trajetória dos blocos afro desde o primeiro Carnaval, enfatizando como esses grupos se espalharam pelo Brasil e pelo mundo, levando a cultura afro-brasileira para além das fronteiras do país. Vovô também abordou questões sociais e econômicas, como a necessidade de maior representatividade negra em posições de decisão e o apoio das empresas locais à comunidade.
“Salvador está assumindo sua cara preta, que é muito bonito dizer que aqui é capital da negritude, a gente é a maior cidade mais linda ao fora da África, e não acontece nada de diferente. Quando chega um turista aqui, parece que você está na cidade europeia, então eu pego essa iniciativa de 1974, 1975… o primeiro Carnaval, e se não fosse os parceiros dos blocos africanos que surgiram, que nos acompanharam nessa trajetória, em cada bairro da cidade, a partir de 1976… Em 1982 surgiu o primeiro bloco no Rio de Janeiro, em 1983, em São Paulo. E hoje, em várias partes do Brasil tem bloco afro. Nós temos um bloco afro, por exemplo, na Argentina, no Chile. E essa revolução que os tambores fazem está espalhada pelo mundo. Muitos garotos foram formados aqui nessas organizações e os que moram fora do Brasil têm outra atividade, mas dão continuidade a esse trabalho com a percussão dos blocos afro.”
Este evento não foi apenas o lançamento de um Carnaval, mas um momento de reflexão sobre a identidade cultural de Salvador e o papel dos blocos afro na construção dessa identidade. A cidade, conhecida como a capital da negritude fora da África, tem agora a oportunidade de reafirmar essa identidade e celebrar sua rica herança cultural.
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