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Internet terá papel decisivo na campanha eleitoral

Imagem: Reprodução/Blog do Marcos Montinely

O futuro aponta para eleições com menos comícios, carreatas e panfletagens — e cada vez mais aparições de candidatos nos perfis dos eleitores nas redes sociais. A menos de um ano da próxima disputa presidencial, a sociedade se prepara para um embate em que a internet terá um papel central, apesar da aparente dificuldade que os órgãos fiscalizadores terão com essa nova realidade. A permissão para partidos, coligações e candidatos pagarem para alavancar conteúdos em redes sociais, alcançando uma fatia maior do eleitorado, foi aprovada pelo Congresso e valerá para 2018. A técnica, conhecida como “impulsionamento”, é comum dentro da publicidade e do marketing, mas apenas agora ganha uma legislação própria para candidatos a cargos eletivos — as eleições anteriores não permitiam tal estratégia.

Como a lei coloca um limite de gastos para a campanha individual, sem mencionar uma proporção desse total para engajamento em redes sociais, abre-se a possibilidade de uma candidatura focada 100% em propaganda nos ambientes virtuais. Tal proposta ainda se mostra distante da realidade brasileira, uma vez que isso poderia deixar pessoas mais idosas ou sem acesso às redes sociais fora do debate político.

A nova legislação garante também um trecho especial para coibir as chamadas “fake news”, como ficou conhecida a veiculação de conteúdos falsos com o intuito de prejudicar um candidato específico ou causar tensão entre eleitores, como o caso ocorrido nas eleições presidenciais norte-americanas do ano passado — em que se descobriu a interferência do governo russo, por meio de campanhas impulsionadas no Google, no Facebook e no Twitter, para influenciar a eleição de Donald Trump. No caso brasileiro, fica proibido propagar conteúdos capazes de “alterar o teor ou a repercussão de propaganda eleitoral”.

Tais medidas são um avanço, mas ainda não livram o processo eleitoral de problemas. “Esse tipo de situação é difícil de tratar, pois ela viraliza muito rapidamente. Ela pode causar estrago muito rápido. É papel da Justiça Eleitoral combater esse tipo de situação”, pondera o advogado eleitoral João Fernando Lopes de Carvalho, do escritório Alberto Rollo, em São Paulo. “Ainda não há um tratamento específico sobre esse tema, apenas algo genérico”.

Fonte: Correio Braziliense

 

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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