FBI investiga negócios da AFA; entidade nega apreensão de celulares de Chiqui Tapia durante a Copa do Mundo

Reprodução Instagram

Dias depois de perder a final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha, a Argentina mergulhou em uma crise que ultrapassou as quatro linhas. Promotores federais e agentes do FBI começaram a procurar empresas que mantiveram contratos milionários com a Associação do Futebol Argentino, a AFA, para reconstruir possíveis desvios de recursos e operações de lavagem de dinheiro realizadas por meio do sistema bancário dos Estados Unidos.

A investigação concentra-se nos “negócios internacionais” da entidade presidida por Claudio “Chiqui” Tapia.

No centro da apuração aparece a TourProdEnter LLC, empresa sediada na Flórida e escolhida pela AFA para administrar receitas internacionais. Segundo documentos bancários obtidos pela imprensa argentina, a companhia teria movimentado aproximadamente US$ 300 milhões em bancos americanos, dos quais quase US$ 57 milhões teriam sido enviados para dez sociedades constituídas em Miami. Esses números fazem parte das suspeitas investigadas e ainda não representam uma condenação ou decisão definitiva da Justiça.

A temperatura aumentou após veículos argentinos noticiarem que celulares e outros equipamentos eletrônicos de Tapia e de dirigentes ligados à AFA teriam sido retidos por agentes federais no Aeroporto JFK, em Nova York. A entidade reagiu, classificou a informação como falsa e afirmou que nem Tapia nem o tesoureiro Pablo Toviggino foram intimados diretamente.




Até o momento, as autoridades dos Estados Unidos não divulgaram manifestação pública confirmando a apreensão dos aparelhos.

Enquanto a investigação avança, Tapia publicou uma mensagem pedindo que os argentinos não se deixem levar por “mentiras nem operações”. A reação ocorre em um ambiente carregado após a derrota por 1 a 0 para a Espanha, na prorrogação: uma petição criada por uma torcedora argentina já ultrapassou 61 mil assinaturas pedindo a repetição da final, embora não apresente provas de irregularidades na arbitragem.

O vice-campeonato, a revolta dos torcedores e a apuração financeira formam agora uma tempestade de pressão sobre o comando da AFA.







Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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