É de deixar qualquer fiel de queixo caído: uma disputa interna vem sacudindo os fundamentos da emblemática Igreja do Senhor do Bonfim. Entre acusações e reviravoltas, os muros desse tradicional templo baiano são testemunhas de uma história que merece ser contada. A saga envolve o padre Edson Menezes, que serve a comunidade há 16 anos, e a Irmandade de Devoção do Senhor do Bonfim.
O estopim parece ter sido a administração do espaço. Uma parcela da Irmandade, liderada por Eduardo Carrera, põe em dúvida as decisões financeiras e administrativas que aconteceram sob o comando do padre Edson. Eles defendem que o espaço pertence à Irmandade e, por isso, deveria seguir uma legislação de direito privado.

Dentre as preocupações levantadas, a Irmandade questiona algumas transações financeiras realizadas e a falta de clareza nas contas da igreja. O projeto “Bom Samaritano”, por exemplo, uma iniciativa solidária, também foi colocado sob o microscópio. Afinal, para onde está indo o dinheiro das doações?
As Casas dos Romeiros, que são propriedade da Irmandade, viraram outro ponto de controvérsia. Alguns membros apontam que três dessas casas foram cedidas para um restaurante sem qualquer tipo de contrapartida.
O grupo também revelou documentos de transferências bancárias suspeitas da conta da Igreja para outras entidades. Eles buscam explicações, mas até o momento, muitas questões continuam sem resposta.
A tensão chegou a tal ponto que a própria Irmandade solicitou uma reunião de emergência para discutir a administração do padre Edson. No meio dessa trama, voluntários da Basílica Santuário da Igreja do Bonfim se manifestaram em defesa do padre, alegando que ele estava sendo perseguido.
E enquanto as acusações voam de um lado para o outro, muitos fiéis torcem para que a paz retorne ao seio dessa comunidade tão querida.
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