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Jaques Wagner: “dei minha contribuição aqui na Bahia como Executivo. Minha vontade agora é realmente estar no Legislativo nacional”

O candidato ao Senado, Jaques Wagner (PT), está otimista com a vitória do grupo petista nas eleições marcadas para outubro deste ano. O ex-ministro e ex-governador da Bahia afirmou que o “senso de justiça” da população após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, fará com que a agremiação tenha êxito nas urnas. Indagado sobre o favoritismo do governador e candidato à reeleição, Rui Costa (PT), o postulante afirma que o gestor “dá exemplo de humildade”. “Até candidato que não está com um percentual como o dele não faz 19 cidades em três dias. Mas acho que todos os quatro – eu, ele, Leão e Coronel – estamos muito harmoniosos. Ele tem andado muito pelas ruas, tirado selfies e interagido muito com os novos meios de comunicação. Junto com a gente tem uma disputa de deputado estadual e federal, que também corre muito. Acho que temos esse favoritismo que se consolidou como projeto de 12 anos e, evidentemente, com as qualidades e valores dele”. Ainda na conversa, Wagner faz um balanço da política local e nacional e revela suas impressões sobre o favoritismo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e aposta qual deve ser o resultado do próximo pleito. E ainda faz uma revelação: “Dificilmente voltarei ao Executivo”.

Como você avalia a fase atual da campanha?

Jaques Wagner – Eu acho que a fase política atual do Brasil é muito conturbada. A sensação que se tem, seja na classe política, seja nos advogados e acho até que no meio da população, é que é uma fase de muita interrogação. As pessoas não sabem qual é a regra a seguir. Não sabem o que é que vai exatamente acontecer. Então, tem espaço para o profeta do apocalipse e para o vendedor do paraíso.

Você não mostrou em nenhum momento ânimo em se tornar o substituto do ex-presidente Lula na luta nacional. Por quê?

Wagner – Eu tinha já feito esse planejamento de fazer a candidatura ao Senado. E eu nunca concordei com a tese de o PT ter um substituto. Repare: acho que ele é insubstituível. Acho que não há nenhum outro político, na arena nacional e nem no nosso partido, que tenha o acúmulo político que o Lula tem e tudo o que ele representa de prosperidade e a capacidade dele. Eu sei do meu valor aqui na Bahia, mas não vou comparar com o potencial que ele tem. Então disse isso internamente e até tinha dito para ele. Para ser presidente da República você tem que ter, primeiro, aquela coisa de se sentir pronto para isso. Acho que já dei a minha contribuição aqui na Bahia como Executivo. Minha vontade agora é realmente estar no Legislativo nacional. Acredito que se a gente não conseguir fazer uma reforma política no sentido amplo da palavra, a democracia brasileira estará comprometida. Não adianta você se eleger presidente se você tem um arcabouço institucional muito fragilizado. Tem muito advogado criminalista que diz ‘eu não sei o que eu faço com o que aprendi’.

O que você acha que vai acontecer com o PT na estratégia de manter o ex-presidente Lula como candidato?

Wagner – Sempre defendi a tese de que, caso indeferida a candidatura, a gente poderia apoiar alguém do nosso campo. Essa era a minha estratégia, porque a gente vem batendo que não pode ter eleição sem ele. Mas a estratégia foi fazer um vice e aí está claro que, se ele for interditado, o vice sobe. E tudo está claro mais ou menos, porque como a nossa coligação é PT, PCdoB, Pros e PCO, quem deve assumir a vice seria Manuela D’ÁVila.

Até que ponto você acha que o ex-presidente Lula vai conseguir transferir votos para Haddad e viabilizá-lo no segundo turno?

Wagner – Quem elaborou o plano do golpe desdenhou da inteligência popular e do senso de justiça dos brasileiros. Eu arrisco dizer que, se o Lula não estivesse preso, ele não estaria acumulando tanto [voto]. Ele acumula pelo que ele fez e acumula também por aqueles que não são nossos torcedores, mas torcem pela justiça e pela democracia e não conseguem ver razoabilidade nessa condenação dele. É por isso que ele cresceu nas pesquisas. E ainda vai crescer. Chego no interior e as pessoas dizem que não querem nem saber [quem é o candidato]. Vão votar no 13 e acabou. Porque começa um sentimento de indignação. Acho que ele vai crescer mais ainda. E vamos fazer justiça: o vice dele é um grande vice.

Mas o fato de ele ter sido prefeito de São Paulo, não ter conseguido se reeleger e ter sido mal avaliado não é um elemento que pode atrapalhar?

Wagner – Calma, vou falar para você: ele tem uma formação excepcional do ponto de vista administrativo e teórico. Ele não começou como prefeito. Foi ministro da Educação, fez muito pelo Nordeste. Foi secretário de Erundina… Além de ter um belo caráter. Quando ninguém conhecia Rui, dizia que ele tem as características fundamentais: compromisso, caráter e ética. Isso Haddad tem. O resto você aprende no caminho. Eu também não sabia. Haddad fez um governo inovador. A imagem dele é de um jovem realizador. Só que a [campanha de] reeleição dele foi em 2016. O epicentro do golpe foi em São Paulo. Pato amarelo na Avenida Paulista e tudo mais. O PT perdeu 60% dos votos em São Paulo em comparação com a eleição anterior. Nós tínhamos 70 prefeituras e ficamos com 8. Não dava para esperar [a reeleição]. Ele polarizou com o João Dória, que era representante do pato amarelo, dos moralistas. Acho que ele é um belíssimo quadro e acho que o PT precisa se renovar. Acho ótima a renovação.

Fonte: Tribuna da Bahia

 

Sobre Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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