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O senador Jaques Wagner (PT), pré-candidato à reeleição, tentou reduzir o peso político das vaias recebidas pela cúpula governista no desfile do 2 de Julho, em Salvador. Em entrevista nesta sexta-feira (3), no bairro da Calçada, o petista classificou as manifestações como “guerra de torcidas” de ano eleitoral e disse que a data histórica é maior do que a disputa entre grupos políticos.
“Uma vaia daqui, um aplauso dali, eu acho que é normal”.
A fala ocorre em meio ao desgaste provocado pela Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. No dia 18 de junho, a Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da operação, com 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Segundo a PF, os fatos investigados podem caracterizar, em tese, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Durante o 2 de Julho, Wagner também foi provocado por manifestações ligadas ao caso Banco Master, investigação que tem como personagem central o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O antigo dono do Banco Master foi transferido para a Papudinha, no Distrito Federal, após ter propostas de delação premiada recusadas pela PF e pela PGR.
Mesmo sob pressão, Wagner preferiu destacar a sanção da lei que tornou Salvador, de forma simbólica, a capital do Brasil todo dia 2 de julho, em homenagem à consolidação da Independência na Bahia, em 1823.
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