
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a deixar claro, em entrevista ao CNN em Espanhol, que sua aposta política para o Brasil passa pela família Bolsonaro. Ao dizer que “no Brasil, tenho amigos. Os Bolsonaro” e que prefere “uma solução com os Bolsonaro e não uma solução com o socialismo do século 21”. Milei explicitou um alinhamento ideológico que vai além do discurso e mira a formação de um bloco de governos de direita na América do Sul.
O apoio declarado a Flávio Bolsonaro, com repercussão imediata nas redes, reforça essa estratégia regional, que também inclui enfrentamento aberto ao regime de Nicolás Maduro e sintonia com os Estados Unidos.
A reação do lado brasileiro foi direta. Flávio afirmou que, além de amizade, “a Argentina terá um parceiro comercial de verdade no Brasil a partir de 2027”, enquanto Eduardo Bolsonaro destacou que Milei “conhece os perigos do comunismo, socialismo e progressismo”.
O pano de fundo é econômico e político: hoje, Brasil e Argentina movimentam mais de US$ 28 bilhões por ano em comércio bilateral, segundo dados oficiais de 2024, e a guinada liberal de Milei ocorre após a Argentina registrar inflação anual superior a 200% em 2023, herança direta de décadas de políticas intervencionistas.
Ao rejeitar diálogo com Lula sobre a Venezuela e defender um eixo conservador continental, Milei sinaliza que a disputa ideológica na América do Sul entrou de vez no centro do debate eleitoral brasileiro.
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