
Enquanto a segurança desmorona nos presídios da Bahia, o ex-presidiário Geddel Vieira Lima segue mandando e desmandando na SEAP. Mesmo sem cargo formal, é ele quem dá as cartas, trocando diretores “a dedo”, como disse um servidor em contato com a nossa redação.
José Castro, o secretário da pasta, virou apenas um acessório do ex-presidipario emedebista.
Geddel conhece o sistema por dentro… afinal, curtiu a “colônia de férias” de Bangu e Lemos de Brito depois de ser flagrado com R$ 51 milhões em caixas e malas num apartamento na Graça. Agora, atua como articulador de bastidores, enquanto Jerônimo Rodrigues tenta justificar as mudanças dizendo que são “estratégicas” para evitar proximidade de agentes com os presos.
O discurso, porém, vem após três fugas em sete meses e denúncias de envolvimento direto da direção com facções criminosas.
Seis lideranças foram exoneradas no sábado (27), entre elas Luciano Teixeira Viana e Alan Vitor, substituídos por nomes ligados à base. A ex-diretora de Eunápolis, Joneuma Silva, foi afastada após ser apontada como aliada de um líder de facção. Jerônimo alega que tudo foi “pactuado” em Brasília com a Força Nacional, que permanece no extremo-sul, mas não explicou por que as cadeias continuam expostas.
A Bahia liderou o ranking de mortes violentas no Brasil em 2023, segundo o Fórum de Segurança Pública, e agora vê seu sistema prisional controlado por um condenado que entende do assunto por experiência própria.
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