
Em entrevista ao BNews durante a festa do Iemanjá, o governador Jerônimo Rodrigues praticamente confessou aquilo que a Bahia já sente no dia a dia: falta liderança, falta diálogo e sobra improviso. Mesmo sendo o chefe do Executivo estadual e líder do PT no estado, Jerônimo admitiu que não consegue sequer resolver impasses internos com aliados estratégicos, como o senador Ângelo Coronel, um dos políticos mais ligados às demandas reais dos municípios.
Na tentativa de se explicar, Jerônimo jogou a responsabilidade no colo de terceiros e revelou dependência total do senador Otto Alencar, tratando o PSD como se fosse um puxadinho do governo petista. “Nós não encerramos esse processo ainda. Ainda está no âmbito do PSD”, disse o governador, acrescentando que teve aval do presidente Lula e respaldo do comando nacional do partido, liderado por Gilberto Kassab, numa tentativa clara de ganhar tempo e esconder a fragilidade política do Palácio de Ondina.
O problema é que, se o governador não consegue conduzir algo simples como a relação com aliados, o que sobra para temas muito mais graves. A Bahia lidera índices nacionais de violência, com mais de 6 mil mortes violentas registradas em 2024 segundo dados oficiais, além de um sistema de regulação da saúde que acumula filas, atrasos e denúncias diárias.
Enquanto isso, Jerônimo terceiriza decisões, governa por procuração e deixa oestado está à deriva, entregue a uma gestão bizarra.
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