
Adolfo Menezes garantiu sua terceira reeleição na presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), consolidando sua influência e impondo uma dura derrota ao inoperante Jerônimo Rodrigues. Com 61 dos 62 votos possíveis, o deputado do PSD esmagou o candidato do PSOL, Hilton Coelho, que recebeu apenas o próprio voto. A eleição da nova Mesa Diretora revelou um racha dentro da base governista, com o PT sendo jogado para escanteio e ficando sem cadeira entre os titulares. O partido do ex-presidiário Lula teve que se contentar com duas suplências, após um acordo de última hora que retirou Rosemberg Pinto da disputa pela 1ª vice-presidência.
Esse cenário escancara a fragilidade política de Jerônimo, incapaz de articular sequer uma posição relevante para seu partido dentro da Casa Legislativa.
A eleição de Ivana Bastos como 1ª vice-presidente foi outro golpe para o governador. Sem um sucessor natural e com a reeleição de Menezes envolta em instabilidade jurídica, essa vaga se tornou a mais cobiçada da Mesa Diretora. No entanto, foi a deputada do PSD que levou a posição, deixando o PT sem espaço real de comando. Ivana já deixou claro que pretende disputar a presidência da ALBA em 2026, o que pode representar mais uma derrota antecipada para Jerônimo e seu grupo político, que cada vez mais perde terreno dentro do próprio governo.
O desespero da base governista ficou evidente na tentativa frustrada de Hilton Coelho de impugnar a candidatura de Menezes, alegando inconstitucionalidade na sua terceira reeleição. A manobra, no entanto, foi derrubada pelo deputado Nelson Leal, presidente em exercício da sessão, mostrando que o controle da Assembleia está longe das mãos do PT. Além disso, o próprio Adolfo Menezes já se declarou pronto para enfrentar qualquer contestação judicial, deixando claro que a base do governo pode espernear à vontade, mas a decisão já está tomada.
A votação também foi marcada por ausências estratégicas. O deputado Matheus Ferreira, filho do vice-governador Geraldo Júnior, não apareceu para votar, em mais um sinal da desorganização interna da base petista. Outro nome que se ausentou foi Robinho (União), revelando que nem mesmo aliados do governo fizeram questão de participar de um processo que já indicava uma derrota humilhante para Jerônimo.
A verdade é que, mesmo com o controle da máquina pública, o governador não tem a menor capacidade de unir sua base e já começa a enfrentar dificuldades dentro do próprio campo político.
A nova composição da Mesa Diretora da ALBA representa um enfraquecimento real do PT e de Jerônimo Rodrigues, que assiste impotente enquanto sua base se fragmenta. Sem articulação e isolado politicamente, o governador petista não conseguiu sequer garantir protagonismo para seus aliados dentro da Assembleia. Enquanto a Bahia afunda na violência e no caos administrativo, Jerônimo perde força até mesmo onde deveria ter controle.
A eleição de Adolfo Menezes e a exclusão do PT da Mesa Diretora escancaram que, no jogo político, o governador já começa a ver seu poder se esvair.
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