Reprodução SECOM Bahia
No Cineteatro 2 de Julho, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) protagonizou mais um episódio de vitimização e ataques velados. Diante de jovens influenciadores, afirmou: “Quando nós, que viemos de classe pobre, sentamos em um lugar desse, não pode errar”.
Sem mencionar nomes, alfinetou: “O riquinho do playground erra, mela a mão em porcaria e não dá em nada”. A referência a ACM Neto, principal líder da oposição na Bahia, foi clara.
Enquanto Jerônimo se queixa, os números da violência no estado disparam. Segundo o Atlas da Violência de 2024, a Bahia lidera o ranking nacional com 45,1 homicídios por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média brasileira de 21,7 . Em 2023, o estado registrou 3.895 homicídios nos primeiros dez meses, mantendo a média de 404 assassinatos por mês .
Além da segurança, a educação também enfrenta desafios. Em janeiro de 2024, a Secretaria de Educação da Bahia publicou uma portaria permitindo que estudantes avancem de série mesmo reprovados em disciplinas e com faltas em aulas. A medida gerou críticas de professores e sindicatos, que consideram a política injusta e prejudicial ao aprendizado dos alunos .
Nas redes sociais, a insatisfação é evidente. Usuários criticam a postura do governador, destacando a falta de ações efetivas para combater a violência e melhorar a educação.
A população baiana clama por mudanças concretas, enquanto Jerônimo parece mais preocupado em culpar os outros do que em governar.
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