
Desde que o Anuário da Segurança Pública mostrou mais uma vez a Bahia do PT como um dos estados com os piores índices do país, Jerônimo Rodrigues decidiu colocar Geddel Vieira Lima no comando informal da segurança pública. Trocando seis por meia dúzia, o governador manteve o controle da SEAP nas mãos do clã Vieira Lima e deixou o ex-ministro, condenado no escândalo das malas com R$51 milhões, no centro da articulação da gestão penitenciária.
Jerônimo chegou a admitir erro após pressão política, mas nomeou novamente elementos ligado a Geddel, provocando revolta entre agentes e aliados.
A crise estourou com três fugas em menos de sete meses: 16 presos em Eunápolis em dezembro de 2024, quatro em Teixeira de Freitas em julho último, e outros episódios em Feira de Santana. Ao mesmo tempo, imagens revelaram celas de luxo na Penitenciária Lemos Brito, com uísques importados, móveis planejados e perfumes caros… regalias atribuídas a líderes do Bonde do Maluco (BDM).
Após críticas fortes da oposição, liderada por ACM Neto, o governador tentou minimizar os fatos, mas viu Geddel assumindo papel de porta-voz da segurança pública em vídeos que não ultrapassam meia dúzia de interações em redes sociais.
Enquanto Jerônimo fugia para o Oeste da Bahia, evitando a imprensa após a divulgação do anuário, Geddel Vieira Lima assumiu a cena política estadual, multiplicando funções e se colocando como divisor de águas no governo do PT.
Além de controlar a SEAP, Embasa, JUCEB e Infraestrutura Hídrica, Geddel passou a responder sobre segurança pública e rebater críticas de oposição e mídia, tudo em nome de tentar proteger um governo que, sob “comando” de Jerônimo, é cada vez mais visto como frágil e conivente com a impunidade.
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(Com informações da Veja, BNews e Correio)
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