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João Gualberto: “minha participação na política sempre foi com vitória”

Crédito: Margarida Neide/Ag. A TARDE

O presidente do PSDB na Bahia, João Gualberto, revelou que está tranquilo com a ideia de disputar votos nas urnas com o governador Rui Costa (PT). O pré-candidato revela que já cogitava a saída do prefeito ACM Neto (DEM) da corrida eleitoral. “Vi com muita naturalidade porque ele há muito tempo fala que não gostaria de ser candidato. Estava gostando de ser prefeito de Salvador. Ele tem as posições pessoais dele e temos que respeitar. Mas o grupo o via como o candidato viável, com grandes chances de ganhar”. Gualberto tece elogios ao ex-prefeito de Feira, José Ronaldo (DEM), com quem tem grandes chances de coligar nos próximos meses. “Um prefeito muito bem avaliado, quatro vezes prefeito de Feira de Santana. Já ganhou no primeiro turno, já foi deputado estadual e federal. Tem um currículo muito grande na política. Tem todas as credenciais para ser também o candidato natural do DEM”. Ainda na entrevista, ele faz um balanço da cena política baiana e faz projeções para as eleições deste ano. E afirma: “Ganhar para mim não é o mais importante”.

Confira abaixo trechos da entrevista com João Gualberto à Tribuna da Bahia que o TV Servidor repercute a seguir: 

Como o senhor viu a decisão do prefeito ACM Neto de não lançar candidatura? Acha que ele retardou muito o processo, prejudicando as oposições?

João Gualberto – Vi com muita naturalidade, porque o prefeito ACM Neto há muito tempo fala que não gostaria de ser candidato. Estava gostando de ser prefeito de Salvador. Ele tem as posições pessoais dele e temos que respeitar. Mas o grupo o via como o candidato viável, com grandes chances de ganhar. Até porque ele sempre esteve na frente nas pesquisas e agora, mesmo pouco antes da desistência, no início de abril, ele estava na frente. Então é natural que todo o grupo sempre achasse que ele fosse o candidato ideal. Todo mundo queria que ele fosse candidato. Quando ele deixou de ser candidato, no dia em que decidiu, ele passou o dia todo e formou a chapa. Sempre disse para o PSDB que Neto não queria ser candidato. Ele só iria ser candidato se não suportasse as pressões. Na quinta-feira [um dia antes do anúncio da desistência], ele foi muito pressionado. Ele definiu naquele dia as estratégias de campanha: ele como candidato, eu como vice e Jutahy e José Ronaldo como senadores. Ele pediu um tempo durante a noite para pensar. Ele disse que iria jantar com a família, porque uma parte não queria que ele fosse candidato. Ele queria pelo menos pacificar a família. Disse que daria a resposta no dia seguinte e aí vocês já sabem o que aconteceu. A partir de 9h30 começou a sair nos blogs que ele não seria candidato. Ele me ligou e a justificativa foi a mesma: o desejo pessoal era muito grande de não ser candidato. Ele estava muito feliz sendo prefeito de Salvador. Ele sempre colocou isso. Paciência. Ele tem todo o direito de ser ou não o candidato.

Como o senhor avalia a indicação do ex-prefeito José Ronaldo como candidato do DEM?

Gualberto – É natural. Um prefeito muito bem avaliado, quatro vezes prefeito de Feira de Santana. Já ganhou no primeiro turno, já foi deputado estadual e federal. Tem um currículo muito grande na política. Tem todas as credenciais para ser também o candidato natural do DEM.

A candidatura do senhor surgiu após a desistência do prefeito ACM Neto de se lançar na disputa. Existe a possibilidade de a oposição compor e sair unida ou acha que essa não é a estratégia inicial?

Gualberto – A partir da sexta-feira, quando o prefeito anunciou que não seria candidato, nós tivemos uma reunião no partido para traçar uma nova estratégia. Convocamos uma reunião da executiva para a segunda-feira e foi decidido que eu seria lançado como pré-candidato. Acredito que tenho grandes chances de disputar. Esse negócio de ganhar para mim não é o mais importante. Claro que, toda vez que você disputa, é uma eleição. Como sou novo na política, nas três vezes que disputei, ganhei. Duas vezes como prefeito e uma como deputado. Elegi e reelegi meu sucessor. Minha participação na política sempre foi com vitória, mas isso não quer dizer que a gente não dispute e possa perder. Acho que na democracia os partidos deveriam disputar mais. Têm hoje com mandato lá na Câmara mais de 30 partidos e quase todos eles não querem disputar. Nós estaremos juntos no segundo turno. Se vai ser uma ou duas candidaturas, só o tempo vai dizer. Temos que ver as pesquisas e ver o que a sociedade quer. Não precisa definir tão rápido. A gente tem que esperar mais uns dias para acomodar e entender a cabeça do eleitor a partir da desistência do prefeito ACM Neto.

Como reverter o clima ruim que tomou conta da base, inclusive com lideranças do interior ameaçando romper e migrar para a base do governador Rui Costa?

Gualberto – Olha, acho que qualquer liderança hoje que ameace romper porque o Neto não é candidato, é um político que poderia estar num ou outro. Aliás, no Brasil e na Bahia a gente vê, como viu nesse período agora da janela, deputados que podem apoiar ACM Neto e Rui Costa. Acho que isso é o fim do mundo. Acho que são duas maneiras de pensar e administrar completamente diferentes. Então, o que pensa o PSDB, o DEM e os partidos aliados é completamente diferente do que pensa o PT na maneira de governar. Hoje, por exemplo, ninguém tem direito ao Estado de Direito que eles falam tanto. Ninguém tem direito a ter sua propriedade. O MST vai lá e invade tudo, fecha rua… Essa é a maneira de o PT governar. Então, se vai algumas pessoas para o campo do Rui, paciência.

Como o senhor vê as críticas dos aliados do governo de que falta um nome de peso para compor a chapa da oposição?

Gualberto – Gostaria de saber se os nomes de peso que eles têm é o de João Leão, Ronaldo Carletto, Otto Alencar… Todos eles foram ligados a ACM Neto, né? Aliás, junto com Rui Costa têm muitos dos que eles chamam de golpistas, que de dia estão lá no Palácio do Planalto com Michel Temer e de noite aqui com Rui Costa. Esses golpistas fazem parte de lá e parte daqui. Então, essas besteiras que eles falam… O [candidato] de peso é Rui Costa? É ele que é o de peso? É o Jaques Wagner que é o de peso? Eles podem estar com o mandato em consequência da força do 13 na época. Ok, mas esse é o peso? Qual o passado deles? O que fizeram na vida?

Fonte: Tribuna da Bahia On Line

 

Sobre Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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