
Uma decisão recente da Justiça baiana começou a desmontar o que servidores aposentados da Bahia chamam de “calote silencioso” do governo estadual. Em 2023, o governador Jerônimo Rodrigues concedeu reajuste de 20% para cargos comissionados, mas o aumento não foi repassado a aposentados que têm direito à chamada estabilidade econômica… mecanismo previsto na legislação que garante ao servidor manter a remuneração equivalente ao cargo ocupado antes de se aposentar.
Após três anos de disputa, algumas decisões começaram a obrigar o Estado a aplicar o reajuste também aos aposentados, abrindo caminho para novas ações e criando o que advogados já tratam como jurisprudência contra a exclusão do benefício.
Outro problema preocupa prefeitos que negociam convênios com o governo estadual: o tempo simplesmente não fecha para que obras prometidas agora sejam concluídas antes do calendário eleitoral. Gestores dizem que, entre licitação, escolha da empresa e ordem de serviço, o processo burocrático pode levar meses ou até anos.
O “governo” até pode anunciar recursos, mas dificilmente conseguirá transformar essas promessas em obras concretas dentro do prazo político.
Convênios firmados desde 2022 seguem travados em sucessivos aditivos contratuais. O presidente da União dos Municípios da Bahia, Wilson Cardoso, relata um convênio que já chegou ao nono termo aditivo sem conclusão objetiva. Situação semelhante ocorre em Ibicuí, com seis aditivos, e em Teofilândia, que já soma cinco alterações contratuais.
Em meio a esse cenário, o clima político também esquentou quando Jerônimo demonstrou irritação com um evento esvaziado em Itapetinga, administrada por Eduardo Hagge. Na mesma viagem, o prefeito de Itarantim, Fábio Gomes, afirmou que sua cidade reuniu “dez vezes mais pessoas”, aumentando o constrangimento político da agenda.
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