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Leo Prates em entrevista à Ângelo Coronel: “Eu me considero um político de centro”

Crédito: Vaner Casaes/ALBA

O papel do Legislativo e a sua relação com o Executivo e as parcerias possíveis entre as duas instâncias de poder foram alguns assuntos na pauta da entrevista que o presidente da Assembleia Legislativa  da Bahia (Alba), deputado Ângelo Coronel (PSD) realizou com o presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Leo Prates (DEM) na ultima quinta-feira (28), de setembro, em seu canal pelo facebook.

Ainda como tema da conversa entre os dois políticos, o apoio da família foi destacado como fundamental para o sucesso do trabalho que ambos desempenham. Ângelo Coronel destacou a sintonia entre vereador e deputado.

Leo Prates é engenheiro de formação e vem de uma tradição política de esquerda, até que decidiu e resolver filiar-se ao PFL à epoca quando era assessor do deputado federal ACM Neto, hoje prefeito de Salvador. Ao lado de ACM Neto, o presidente Leo Prates tem se envolvido com projetos do executivo, de muita relevância para Salvador, como a questão da saúde, da educação, da mobilidade urbana, da infraestrutura e saneamento, do crescimento e desenvolvimento e de programas e serviços sociais na cidade.

Com dois anos de mandatos consecutivos em seu currículo político, Leo Prates fala na entrevista à Ângelo Coronel sobre sua atuação como parlamentar e relembra as conquistas e desafios como vereador, entre outros assuntos políticos.

Considerado uma forca jovem na politica baiana, Prates iniciou sua trajetória política ainda no PFL como assessor de ACM Neto, até que em 2012, quando foi eleito vereador com quase 13 mil votos. Seguiu assim por mais um mandato até ser eleito presidente da Câmara de Salvador. Prates, que se considera um político de centro, tem os trabalhos legislativos voltados para a área da saúde, social e deficiência e admite que seus projetos “buscam recuperar o respeito às pessoas”.

O cargo de presidente da Câmara garante ao vereador a oportunidade de representar no legislativo as muitas pautas demandadas da sociedade em buscar melhorias para a população de Salvador.

Os 897 projetos apresentados à Casa e a produtividade legislativa na apreciação e votação de matérias servem como um marco de seu mandato a frente do legislativo municipal. Prates admite, com alegria, que o prefeito ACM Neto tem feito uma gestão eficiente e inovadora na cidade, elogiada e reconhecida por muitos.

O vereador destaca a importância das atuação dos vereadores na Casa pelo bem comum da sociedade.

Desafios 

O vereador ressalta que para os próximos dois anos espera, antes de tudo, uma melhora na situação política e econômica do país, e para o mandato almeja conseguir aprovação de mais projetos relevantes para a cidade. Confira a entrevista que o TV Servidor e repercute a seguir:

 

No inicio da entrevista, Coronel citou o ‘Alba Voz’, uma iniciativa artística voltada aos servidores do legislativo estadual que farão apresentações musicais na primeira quinzena de outubro. O deputado sugeriu que Leo Prates fizesse o mesmo na Câmara,  uma espécie de ‘Câmara Voz’

Leo Prates: eu posso só ser o produtor, porque cantar, eu sou desafinado como que.

 

Ângelo Coronel: mas, você tem uma voz bonita, Leo, de tenor. Poderia se chamar de ‘Leo Pavarotti’.

Ângelo Coronel: Leo, quando Bruno Reis esteve aqui, eu perguntei se para vir ao programa, se ele precisava pedir autorização a ACM Neto. Ele disse que não. No seu caso, precisou ou você veio por espontânea vontade?

Leo Prates: não precisou, mas tenho a certeza que ele me estimularia a vir.

 

Ângelo Coronel: As pessoas dizem que Neto, ao lado dele, tem o grupo dos menudos. Você se considera um menudo de Neto?

Leo Prates: Eu não tenho problema nenhum. O apelido menudo surgiu porque entre 2002 à 2006, há 15 anos atrás, trabalhava eu, e Bruno Reis. Nós fomos os primeiros assessores de ACM Neto. Tínhamos entre 22 e 24 anos. Então, por isso que surgiu esse apelido. Eu só quero lhe dizer uma coisa. Se esse grupo existisse realmente em torno de Neto, eu só não seria o Ricky Martin.

 

Ângelo Coronel: Me lembro de você novinho na primeira campanha de ACM Neto para deputado federal lá em Coração de Maria em que nós o apoiamos. Você não engordou muito não, continua magrinho. Você perdeu 6, 7 quilos como presidente da Câmara. Eu estou preocupado com o futuro no final do seu mandato. Como é que você conheceu Neto?

Leo Prates: Nós estudamos no colégio Marista juntos. Eu sou 1 ano mais velho. Nós éramos contemporâneos de colégio e Neto estava formando o grêmio desde cedo. Ele tinha essa vocação política e ele estava formando o grêmio da Juventude Ativa Marista (JAM), e aí, ele nos convidou, pois a cada ano tinha uma liderança e ele nos convidou para em um ano ser o líder de apoio à JAM. Nós apoiamos ele desde cedo pra eleição do grêmio do Marista, onde iniciou sua vocação política.

 

Ângelo Coronel: Trabalhar e conviver com Neto é fácil ou difícil? Bruno Reis me disse que ele só atende após às 14h.  Isso procede?

Leo Prates: Neto tem uma característica que é boa pra sociedade e é ruim pra ele enquanto pessoa. Ele é perfeccionista ao extremo. Como ele se cobra demais, eu acho que ele acaba levando a sério a rigor as coisas a demasia. Neto é fácil de lidar, desde que você leve argumentos técnicos e fortes para convencê-lo.

 

Ângelo Coronel: E o atendimento?

Leo Prates: Tranquilo, nunca tive esse problema. Eu digo o seguinte e até com muita tranquilidade. Todos nós, eu, Bruno Reis e ACM Neto temos um gênio forte. Quando a gente tem uma idéia fixa, a gente discute mesmo. Todo muito pensa que ACM Neto é uma pessoa que dá ordem em todo mundo e todo mundo segue. Não. Ele no particular,  na convivência, àquelas pessoas que ele confia, ele dá a oportunidade de você debater e discutir os problemas. Todos nós temos gênios muito fortes e posições muito firmes. Acaba que as discussões são muito contundentes.

 

Ângelo Coronel: Quando eu conheci você, você era assessor e hoje é vereador. Bruno Reis foi assessor, deputado, e hoje, vice prefeito. Quem é a bola da vez de ACM Neto?

Leo Prates: Eu acredito e aposto muito no futuro de João Roma, chefe de gabinete da prefeitura de Salvador. Eu defendo o nome de João Roma. Não sei se ele vai aceitar o desafio, mas defendo que João Roma seja candidato a deputado federal.

 

Ângelo Coronel: João Roma é do time dos menudos também?

Leo Prates: João Roma foi contemporâneo nosso da juventude do PFL. João Roma foi presidente nacional da juventude do PFL e eu fui vice. João Roma é nosso contemporâneo nessa trajetória. Ele chegou na Bahia em 2004 e já ingressou no grupo político de ACM Neto.

 

Ângelo Coronel: Como é que foi essa costura, porque Paulo Câmara se achava imbatível para ser reconduzido a presidente da Câmara. Como é que você conseguiu fazer com que destronasse Paulo Câmara para que ele não saísse ferido dessa história? Ou ele saiu ferido?

Leo Prates: A primeira coisa que nós fizemos. Nós tivemos uma concepção naquele momento de ideias. Nós não estávamos naquele momento contra ninguém e nem contra nenhum projeto. Nós queríamos construir um novo projeto. Qual era a primeira prerrogativa naquele momento?  Eu apoiei Paulo Câmara por duas vezes. Acho que Paulo Câmara foi um bom presidente e nós defendiamos naquele momento princípios. Você ter um presidente por três meses e acabava levando a um continuismo. A primeira característica: o princípio democrático e a alternância de poder. Nós tínhamos sete candidatos e isso dificultava. Paulo era imbatível e vitorioso com facilidade. Nós temos princípios que são convergentes e, por isso, veio o movimento. Então, nós vamos apresentar um movimento ‘Câmara Democrática’, nos juntamos e eram sete. Você tinha seus 6 candidatos e nos enviamos uma carta à sociedade. Nós criamos uma carta de princípio que foi conhecida até como os 10 mandamentos da Câmara de Vereadores. Depois, nós sentamos e decidimos que teríamos apenas um candidato. Quem se viabilizar, é o candidato de todo mundo.

 

Ângelo Coronel: Neto trabalhou por debaixo do pano ao seu favor?

Leo Prates: Em nenhum momento, até porque nao precisava pela relação. Se ACM Neto ligasse pra mim e dissesse: Leo Prates, não é o seu momento. Eu não seria candidato, porque eu sou um facilitador do projeto político de ACM Neto que concebe todas as ideias junto com o prefeito ACM Neto que faz parte do projeto dele. Eu acredito muito que a política, a considerada a nova política, a politica verdadeira, deve ser construída em cima de idéias e as idéias estão concebidas junto com o projeto do prefeito ACM Neto. Se ACM Neto chegasse pra mim: Leo não é o seu momento agora. Eu, tranquilamente sairia. Quando ACM Neto não interveio e não me bloqueou na caminhada, já estava subentendido para as pessoas. O prefeito considera que Leo reúne as condições para ser presidente. Eu, dentro do meu grupo Câmara Democrática, precisava construir a minha chegada a presidência da Câmara de Vereadores com meus próprios esforços. Eu acho que esse é o mérito do prefeito ACM Neto. Durante os 15 anos da minha vida, eu tive a maior das faculdades que foi estagiar com os Magalhães sobre política. Eu convivi com o senador Antônio Carlos Magalhães, a quem considero como o maior homem público da história na Bahia, com quem eu convivi e pude ter o primeiro momento de costurar,  assim foi com o vice-prefeito Bruno reis. Não foi uma imposição. O Bruno, dentro das coligações do prefeito ACM Neto, conseguiu reunir as melhores condições. Nós começamos a articular com os vereadores em construir uma gestão juntos e, com isso, conseguimos abarcar um maior número de vereadores.  São 43 vereadores e o vigésimo segundo vereador foi do PTN, que declarou apoio a mim, o que me garantiu votação na eleição para a presidência da Câmara. Eu, Bruno Reis e ACM Neto nós sempre conversarmos. Bruno já se preparava para a eleição e eu queria uma área mais técnica, até porque eu era cartesiano, só que em 2011, Bruno começa a encher meus ouvidos: tem que ir, tem quer ir. Dona Rosário Magalhães foi quem me estimulou. Eu devo a minha primeira eleição a ela, a Bruno Reis e a ACM Neto e agradeço a eles por terem me ajudado. Bruno Reis me ajudou nas duas eleições com 2 mil primeiros votos na mimha primeira eleição para vereador.

 

Angelo Coronel: Bruno deixou de ser deputado. Vai lhe dar um fatia? Soube que Bruno Reis tem candidato para 2018

Leo Prates: Eu não serei empecilho. Estou decidindo o meu futuro político. Eu não sei se serei candidato a deputado estadual no próximo ano, porque acho que ainda posso fazer um bom trabalho na Câmara.

 

Ângelo Coronel: João Roma Neto. Já agregou. E você vai agregar?

Leo Prates: Estou refletindo se vou ou não ser convidado. A única certeza que eu tenho é que eu estarei no mesmo grupo político de ACM Neto, que dá gosto de está e onde eu me sinto bem. ACM Neto é um irmão que eu tenho na vida. As vezes, a gente discorda e briga, mas como eu me encaro com tranquilidade, é onde eu gosto de estar. As pessoas agem com lealdade e com dignidade. Eu sou um bom jogador, eu jogo em qualquer posição. Onde me colocar pra jogar ou no bastidor ou a frente, eu estou a disposição de trabalhar pelo projeto politico de ACM Neto.

 

Ângelo Coronel: A Câmara de Vereadores aprovou uma minirreforma tributária. Procede? Você acha que foi um reconhecimento do erro do IP TU em 2013?

Leo Prates: Estão chamando de minirreforma tributária. Me perdoe discordar e até discordar de muitos. Eu vou falar tecnicamente e não em opiniões. Eu tenho visto muitos juristas, inclusive, o professor Edvaldo Brito, que me ensinou tanto que hoje eu me ouso a discordar dele. O que diz o Código Tributário Municipal, que é a lei 7.186/2006? Diz claramente que no primeiro ano de cada legislatura, o gestor deverá atualizar a planta genérica de valores. Não houve tecnicamente aumento de IPTU.  IPTU é um imposto,  imposto é uma alíquota, a alíquota é de 1%. O que se fez? Se eu à abrir 1% sobre 10 é 1, se eu abrir sobre 100 é 1. O que se fez? Se atualizou o valor dos imóveis, que é obrigado por lei. O errado não está ACM Neto, o errado é não ter desde Lidice da Mata em 1992 não ter tido uma atualização da planta genérica de valores. Se atualizou a planta genérica de valores.  O que os juristas dizem? Os juristas dizem que é inconstitucional pelo princípio da razoabilidade. Ora, princípio não revoga a lei. Se o princípio da razoabilidade for utilizado, ele tem que revogar, em primeiro lugar, o próprio Código Tributário Municipal por obrigação. Outra coisa, muda o Código Tributário Nacional. O que diz o Código Tributário Nacional? Valor venal de um imóvel é o valor da venda à vista. Você vende o seu apartamento pelo valor que está lá no IPTU? Eu não vendo o meu. Nenhum valor venal de imóvel residencial que tenha sido feito antes de 2013, porque a partir de 2013, a incorporadora é obrigada a registrar com valor venal real. Antes de 2013, o valor venal que está no boleto não está de acordo para a venda à vista de mercado.

 

Ângelo Coronel: Há muitas queixas na Câmara de Vereadores sobre o IPTU, por exemplo, você tem um prédio de 10 andares. O último andar geralmente é o mais caro e o subsolo é mais barato na nota da venda, mas no IP TU são iguais.  Procede essa informação?

Leo Prates: Isso não me parece real, porque o IPTU estabeleceu alguns critérios que, no passado, não faziam, por exemplo, considera o terreno e o valor da construção, inclusive, com fator de depreciação dentro do próprio IPTU. Por exemplo, essa não é uma fala que não me parece condizente, mas vou procurar me informar se no mesmo prédio, há alguma diferenciação. Eu apresento outro aspecto que é desconsiderado pelas pessoas que, muitas vezes, vão para um caminho mais longo, antes de irem para um caminho mais curto. Nós criamos dentro do IPTU instâncias administrativas dentro da própria Sefaz.  Distorções e erros são passíveis de qualquer ser humano e em qualquer administração, isso tem que ser reconhecido. Se houver casos específicos de distorções e erros, a pessoa pode ir na Sefaz e impugnar o seu IPTU administrativamente.

 

Ângelo Coronel: A cobrança do IPTU está sub judice e ainda esta pra ser julgada?

Leo Prates: Eu tenho conversado com algumas pessoas e há uma grande discordância. O IPTU, na minha visão, e eu vou dar pela primeira vez a minha opinião: o IPTU divide no seu espectro em três: imóvel residencial, imóvel comercial e terrenos. Imóvel comercial e residencial me parece que a polêmica é muito menor, até porque , dificilmente, o valor venal de um imóvel residencial se aproximará do valor real do valor do imóvel. A grande discordância da inconstitucionalidade está dentro dos terrenos. O estatuto das cidades, que é uma lei federal, diz que “deve-se combater a especulação imobiliária”. Naquele momento,  se quis colocar sobre os terrenos para evitar isso. Eu acho que toda a lei que é criada pelo legislador, é possível a atualização passível de correção. Na parte dos terrenos, eu acho que deve haver uma linha e tenho acompanhado essas discussões.  Na minirreforma do Código Tributário que fizemos na Câmara, fizemos um acordo com o executivo, a meu pedido, e nós retiramos a parte da discussão dos terrenos de dentro da minirreforma tributária, fizemos um acordo com a oposição e o prefeito vai mandar um novo projeto tratando das amenizações do IPTU agora em outubro, porque não precisa da chamada noventena, e aí, deve vim um alívio especialmente para os donos de terrenos.

 

Ângelo Coronel: A explicação é plausível, mas não é um assunto pacífico.

Leo Prates: Meu avô me ensinou que o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso. Ninguém fica satisfeito de pagar o IPTU. Mas, nós temos que ter a consciência como cidadãos que é através do imposto que vai asfaltar a sua rua, é o que vai colocar o posto de saúde para funcionar. No Brasil, fala-se muito sobre a questão de que nós temos as mais altas taxas de impostos do mundo, e eu concordo, mas nós temos também, o estado com maior obrigação do mundo, na saúde, na educação e na segurança. Portanto, são os serviços que o estado tem que oferecer e a qualidade, que tem que melhorar e deve melhorar os serviços, também é grande. Nós limitamos qualquer IPTU, seja residencial, comercial ou terreno, só poderá ser reajustado pela prefeitura até a inflação.  O teto é a inflação que hoje é 3,45%. Quero tranquilizar os profissionais liberais, os colegas engenheiros, advogados, médicos.  Nós, corrigimos o texto, através do professor Edvaldo Brito e a cobrança de ISS desses profissionais permanecerá como é feita hoje. Não haverá alterações, nem aumento, nem acréscimo e nem mudança de forma.

 

Ângelo Coronel: Ventilou-se uma reunião com ACM Neto, lideranças do DEM e Luciano Huck sobre uma ida do apresentador para o DEM de olho em 2018. Há essa possibilidade?

Leo Prates: Eu acho que Luciano Huck é uma personalidade e tem se movimentado. Eu acho que o Democratas está certo em conversar. Defendo que o meu partido tenha uma candidato a presidente afinado com suas idéias. Eu acredito que o Democratas deve sim ter candidato a presidente da República.

Leo Prates: Eu prefiro Coronel na chapa de ACM Neto.

 

Ângelo Coronel: Você pretende ser candidato a deputado em 2018?

Leo Prates: Eu estou aguardando uma reflexão com meu grupo. Eleições, a gente fala em 2018. Agora, eu estou focado em ser um bom  presidente da Câmara, em deixar o meu legado para a Câmara de Vereadores de Salvador e eu espero fazer muito pela Câmara, assim como eu sei que Coronel esta fazendo muito pela Assembléia. Espero que a Assembléia possa nos dar mais parceria que a câmara precisa.

 

Ângelo Coronel: O projeto Escola sem Partido. Quando será votado?

Leo Prates: A Escola sem Partido é um projeto do vereador Alexandre Aleluia e tem o Escola Livre da vereadora Marta Rodrigues. Está o debate formado na Câmara. Nós já tivemos uma Super Terça, uma audiência pública, o projeto já foi discutido na CCJ que já deu parecer,  já tivemos um seminário na Câmara Federal. O assunto está bem avançado na Câmara, mas a votação depende da maioria dos vereadores. Ainda é um assunto polêmico e o pau come. Sugiro a você fazer um Tete à Tete diferente em chamar Alexandre Aleluia e Marta Rodrigues para debater esse tema que dá bom assunto.

 

Ângelo Coronel: O escândalo envolvendo Geddel Vieira Lima e Gustavo Ferraz, ambos do PMDB, partido que compõe a base do prefeito ACM Neto, causou desgaste ao prefeito ACM Neto?

Leo Prates: De maneira alguma. Eu acho que nem meu filho pode ser responsável pelo que eu faço. De maneira alguma. Uma coisa que eu acho que estamos vivendo no Brasil é o princípio de presunção de inocência. Os processos estão correndo. Eu acho que nós precisamos aí acompanhar os processos. Quem cometeu ilicito, tem que pagar, mas também é preciso continuar tendo fé nas pessoas, que é isso que Constituição Brasileira diz.

 

Ângelo Coronel: Você é a favor ou contra o UBER?

Leo Prates: O UBER é uma modernidade e vai acabar acontecendo. Eu tenho discordâncias, inclusive, ao Tribunal de Justiça, com todo respeito que eu tenho pela presidente Maria do Socorro e ao próprio tribunal. Estão classificando o UBER como transporte particular individual, quando pra mim, o UBER é um transporte público individual. Qual é a diferença? O transporte particular individual é aquela limosine que você contrata para sua filha quando ela vai casar, quando pega na sua casa, leva para a igreja. Este é um transporte particular individual não regulado pela prefeitura. O que é o transporte público individual?  O táxi, você pode pegar em qualquer lugar da cidade. Estão classificando o UBER como transporte particular individual e dizendo que o município não tem o poder de regulação. Eu tenho uma discordância firme quanto a isso. Se eu chegar aqui na Assembléia e o meu motorista tiver um problema e eu tiver que ir embora, pegar um aplicativo do UBER e pedir um UBER, eu pego. Então, o UBER é um transporte público. O que eu estou discutindo é o poder da regulação. O transporte público individual, a prefeitura tem o poder de regular, já o transporte particular individual, a prefeitura não tem o poder de regular. E aí, vem o primeiro risco. Há alguns anos atrás, uma moça foi estuprada dentro de um táxi e a polícia achou rapidamente o estuprador. A prefeitura tem o cadastro da placa de táxi, do motorista que dirige o táxi e, rapidamente, achou. Se um motorista de UBER hoje, porque tem gente boa e gente ruim em qualquer categoria, estuprar uma moça dentro de um UBER, você acha que o estuprador vai ser localizado? Quando você se cadastra no UBER, você se cadastra em um serviço, só que ninguém regula isso. Sou a favor do UBER, desde que regulado pelo poder público, seja ele municipal ou estadual, porque há critérios de serviços, averiguação,  inclusive, das condições do carro em que há todo um condicionante a essa questão do funcionamento no transporte público. Qual é o problema do UBER na minha visão, no caso de Salvador? O UBER chegou em Salvador, colocou o aplicativo e começou a funcionar. É a Casa da Mãe Joana? Nós somos autoridades públicas e como autoridades públicas, nós temos que preservar a sociedade. O UBER não pode funcionar como uma cantina ou qualquer restaurante em Salvador, porque em casos de estabelecimentos tem a vigilancia sanitária, tem todo um aparato institucional para proteger a sociedade. Não é para proteger o dinheiro ou a arrecadação, mas a sociedade. Eu sou a favor do UBER, desde que regulado.

 

Ângelo Coronel: Aí vai virar táxi

Leo Prates: Não vai virar táxi, porque táxi é regulado. O que eu estou defendendo é um controle, uma inspeção, averiguação, controle do motorista, é todo um sistema e um aparato. O UBER na cidade de São Paulo já é regulado. Taxa e regulação são duas coisas distintas. A taxa é um poder discricionário do poder público municipal ou estadual. A minha defesa é que tem que ter controle do estado na questão do UBER. A Alemanha e a Argentina proibiram o UBER em todo o seu território. Eu defendo a conciliação. Qual é a conciliação neste momento? É que o UBER deve funcionar controlado pela prefeitura no que tange ao sistema de segurança deste serviço ao cidadão.

 

Ângelo Coronel: O vereador Joceval Rodrigues apresentou um projeto que permite emissão de alvarás de taxistas para servidores públicos.

Leo Prates: Os vereadores Joceval Rodrigues e Alfredo Mangueira são os maiores defensores dos taxistas. Inclusive, o projeto do vereador que veda o uso do UBER na cidade do Salvador é do vereador Alfredo Mangueira, que foi derrubado pelo Tribunal de Justiça. O projeto já foi aprovado, vai para a sanção do prefeito. Foi um equívoco do passado da própria Câmara de Vereadores. Foi um projeto de lei do ex-vereador Everaldo Augusto que proibiu o servidor público de ter placa de táxi. A Câmara, através do vereador Joceval Rodrigues, corrigiu um erro que foi dela própria, inclusive, na época, eu votei a favor do projeto do Everaldo, pois não tinha a dimensão do impacto e nós corrigimos esse erro. É o que eu digo. As vezes, se faz uma lei pensando em critérios objetivos que seja bom para a sociedade, mas não temos a noção do impacto. Nós fizemos essa correção e agradeço ao vereador Joceval Rodrigues. O servidor público vai continuar tendo a sua placa de táxi.

 

Ângelo Coronel: O Senado aprovou o projeto que permite uso de arma por agentes de trânsito? Os agentes estão preparados para usar arma? Quais serão os criterios?

Leo Prates: Eu sempre disse aos agentes. Eu sou um dos representantes dos agentes de trânsito, mas eu sempre disse que eu tenho um projeto na Câmara que autoriza armas não-letais, como cacetete, o teaser, o spray de pimenta, porque pelos dados, 36 agentes no ano de 2016 foram agredidos na cidade do Salvador. O órgão mais sensível do corpo humano é o bolso. A arma não-letal é para o próprio agente exercer a atividade que a sociedade delegou, mas arma letal, que me perdoe os agentes, mas sou contra arma de fogo para agentes de trânsito.

 

Ângelo Coronel: Você é a favor ou contra os ambulantes?

Leo Prates: Sou a favor dos ambulantes, mas nós precisamos organizar a cidade. Minha maior bandeira na Câmara é a pessoa com deficiência e a presença de ambulantes nas calçadas dificulta a própria locomoção das pessoas com deficiência na cidade. A prefeitura tem que organizar a cidade para que ela seja de todos. A cidade não pode ser só dos ambulantes ou das pessoas com deficiência. A prefeitura quer organizar a convivência de todos e é muito dificil fazer isso. Não há ilegalidade no combate aos ambulantes. Ambulante tem que ser credenciado pela prefeitura. Se não tiver credenciado pela prefeitura, está sujeito a apreensão. Qual o problema na cidade do Salvador? É que não pode deixar a desordem tomar conta da cidade. Nós temos uma crise econômica e aos pais e mães ambulantes eu sou solidário, mas aumentou absurdamente o número de ambulantes na cidade do Salvador e ainda tem as pessoas da região metropolitana que vem vender os produtos aqui. Eu vou fazer uma inconfidência: eu compro biscoito avoador na mão de ambulante que vem vem de Vitória da  Conquista. Infelizmente, a cidade do Salvador é um desaguadouro de todos os ambulantes da Bahia. Há situações e situações. Eu sou solidário aos ambulantes, acho que a prefeitura tem flexibilizado, agora, não pode deixar a desordem tomar conta. O prefeito tem obrigações legais a cumprir. A manutenção da ordem e a ocupação do solo é regulada pelo município e tem que ser regulado, pois não dá para o ambulante ocupar qualquer lugar na cidade,  mas nós somos solidários aos pais e mães de família que estão usando desse mecanismo para ganhar o seu sustento. Tem um projeto meu que criou o Refis para os ambulantes, implementado pela ex-secretaria Rosemma Maluf, que permitiu, inclusive, vários ambulantes de voltarem para a sua atividade porque deviam as taxas.

 

Ângelo Coronel: 2018. Como é que fica sua posição em 2018 a respeito do Fica Temer ou Fora Temer. Você é de um partido que dá sustentação a Temer

Leo Prates: Eu nunca fiz política pensando no partido. Sempre pensei na minha cidade, estado ou país. Apesar das divergências políticas,  tenho com o Partido dos Trabalhadores a melhor das relações. Inclusive, contei com o apoio do governo do estado que nos ajudou na interlocução com o partido na Câmara de Vereadores, inclusive, com o próprio governador Rui Costa, porque entendo que a presidência da Câmara não é de um partido só,  mas de um componente de forças que estava dentro da Câmara de Vereadores. Conversei com interlocutores do governador Rui Costa e com interlocutores do Partido dos Trabalhadores.  Sobre o Fora ou Fica Temer, na minha opinião, eu acho que tirar Michel temer é prejuízo para o país. Eu não posso pensar no que é melhor para mim e para o Democratas nesse momento, mas pensar no que é melhor para o país. O melhor para o país hoje é a estabilidade política para a gente poder avançar na economia. O que é mais triste é rodar as cidades do interior, irmos nos bairros de capital e a gente encontrar milhares de pesssoas desempregadas.  Nós precisamos sair dessa situação. Eu acho que é isso que ninguém aguenta mais. Eu chego na Câmara,  é uma fila de 50 pessoas para pedir emprego. Falando de Salvador, nós não temos como empregar 1,8 milhão de pessoas que são eleitores que trabalham.

 

Ângelo Coronel: Neto se desincompatibilizando, assume Bruno Reis e, consequentemente, você fica sendo o primeiro na linha sucessória, ou seja, um vice-prefeito substituto.  Isso pode te dar gosto de você pleitear a prefeitura em 2020? Você acha que pode ter um choque entre você e Bruno Reis em 2020?

Leo Prates: Jamais, nunca. Quero fazer carreira política, mas lhe digo com muita sinceridade. Se tivermos condições, apesar de que estamos muito longe. Se houver a oportunidade, apesar de que há muitas elucubrações nesse momento. Saiba que o meu primeiro objetivo será trabalhar pela reeleição de Bruno Reis e trabalharei com seu eu estivesse lá.

 

Ângelo Coronel: Mas, já se fala que você quer ser candidato a deputado estadual em 2018, já sendo preparado para à sucessão de 2020?

Leo Prates: Não, de forma alguma. O candidato a prefeito será Bruno Reis, que terá o meu apoio indistintamente. É um amigo e um irmão que eu tenho na vida, me ajudou a ser vereador. Eu não mordo a mão que me alimenta. Ninguém vai ver isso de Leo Prates. Estarei no projeto de Bruno Reis, agora se sobrar uma vaga para Leozinho na chapa, tô dentro. Se sobrar uma vagunhia de vice na chapa e bruno me convidar, eu aceito.

 

Ângelo Coronel: Sobre o projeto dos flanelinhas?

Leo Prates: Não há nenhuma movimentação do executivo. Na Câmara, nós temos 897 projetos. Nao há esse debate na Câmara e nenhum projeto está sendo discutido.

 

Ângelo Coronel: Há quem diga que o processo de integração ente ônibus e metrô demorou por uma questão política entre o prefeito ACM Neto e o governador Rui Costa. Como você vê o compromisso de ACM Neto e Rui Costa pelo bem do povo?

Leo Prates: O prefeito ACM Neto e o governador Rui Costa quebram o pau na hora que tem que quebrar, seja Neto na prefeitura e o governador Rui Costa no governo do estado. Eu acho que cada um está certo porque foram eleitos na função específica e acho que quando o bem comum do povo está em jogo, eles colocam os interesses da população acima dos interesses pessoais, a exemplo da entrega do metrô que Neto fez ao governo do estado, a integração foi feita. Nem sempre as coisas são fáceis como nós gostaríamos. Não é simples.

 

Ângelo Coronel: Aécio Neves ou Jair Bolsonaro?

Leo Prates: Tô fora. Abstenção. Se na urna eu tenho direito de me abster.

 

Ângelo Coronel: Vamos supor que no segundo turno tenha Jair bolsonaro e Lula. Você vota em quem?

Leo Prates: Abstenção. Não concordo com nenhum dos dois. Respeito às opiniões. Conheci o filho dele, que é uma pessoa muito educada, mas discordo. Eu faço política em cima de ideias e nenhum dos dois representam as ideias. Eu me considero político de centro. Eu conseguir chegar à presidência da Câmara me dando bem com o PT, com o DEM. Eu acho que esses dois não representam as ideias que eu gostaria de ver. Eu acompanharei o prefeito  ACM Neto e acho que um Geraldo Alckmin me agrada, um João Doria me agrada, um Luciano huck me agrada, mas esses dois aí não.

 

Ângelo Coronel: Você acha que Luciano huck tem condições de governar o Brasil?

Leo Prates: Acho que tem sim

 

Ângelo Coronel: Se ACM Neto apoiar Bolsonaro, o que você vai fazer?

Leo Prates: Aí, eu vou pedir desculpas ao prefeito, vou me calar e vou me abster.

 

Ângelo Coronel: Caruru ou Vatapá?

Leo Prates: Eu gosto dos dois. A mistura.

 

Ângelo Coronel: Soberania ou correria?

Leo Prates: ACM Neto, ACM Neto. Vou dizer uma coisa melhor: ACM Neto e Coronel, Tete a Tete, em 2018 juntos. Coronel respondeu: Ninguém sabe. Você está pregando já que Coronel e ACM Neto vão brigar em 2018?

Leo Prates: Eu vou reformular: ACM Neto governador e Coronel escolhe se vai ser candidato a vice ou ao Senado. Coronel: eu agradeço o convite, mas eu sou de partido. Se o nosso partido resolver ficar com ACM Neto. Eu sou partido, eu não mando e não tenho voto sozinho, eu sou homem de partido. Para onde o partido me levar, estarei junto.  O meu partido hoje está na base do governador Rui Costa. O governador Rui Costa tem tratado bem o partido e não vejo nenhum motivo nesse momento para romper com o governador. Nós temos que ter coerência política e seria eu leviano em ficar dizendo em largar a base do governo para apoiar outro. A gente tem que analisar junto às nossas lideranças e nós vamos conversar e discutir pra vê qual o melhor caminho para o partido, se continuar onde está ou sair. A gente sempre prega o seguinte que: se formos bem tratados, não tem porque mudar, mas se formos mal tratados, é so bater asas e voar, o  que faz parte do processo político.

Leo Prates: eu lhe garanto que nós lhe trataremos muito bem.

 

Ângelo Coronel: Vereadora Aladilce ou Hilton Coelho?

Leo Prates: Os dois são meus amigos. Eu fui contemporâneo de Hilton no DCE da UFBA. eu fui secretário geral e ele tesoureiro. Eu venho de uma família de esquerda,, mas me considero político de centro. A ACM Neto estou ligado pelo coração. Eu sempre tive um lado na vida e o meu lado é o lado do prefeito acm neto.

 

Ângelo Coronel: Mauricio Trindade ou Carballal?

Leo Prates: Os dois são meus amigos. Com Maurício, eu tenho relação. A minha esposa é irmã da esposa de José Trindade. A gente tem uma convivência familiar boa e Carballal que é líder no governo, é uma convivência diária. Os dois são meus amigos. Eu conheço e convivo muito bem com os dois.

 

Ângelo Coronel: Harry Potter ou Pequeno Príncipe?

Leo Prates: Eu gosto de lei Pequeno Príncipe. É um livro que eu sou apaixonado.

 

Ângelo Coronel: Cajazeiras ou Horto Florestal?

Leo Prates: Cajazeiras. Gosto muito de onde eu moro, mas devo tudo a cajazeiras. Vou citar um frase que Vitor Ventim, da FIEB, me ensinou um ditado espanhol: “A raposa não é sábia porque é raposa, a raposa é sabia porque é velha”.

 

Ângelo Coronel: Eu agradeço as pesssoas a oportunidade que me deram em exercer esse cargo dentro de um poder importante que é a Assembleia e você e os deputados ligados a  ACM Neto foram os torcedores que trabalharam maciçamente, e eu não nego isso.

Leo Prates: Eu respeito o deputado Marcelo Nilo. Não tenho nada contra ele. Trabalhamos muito pela eleição de Coronel, porque representa a renovação da Assembleia. Eu já estava pensando assim: vai Coronel, vai. As pessoas podem ser adversárias, estar em palanques distintos, mas você não vai ver:  fiz o oposição durissima e fui vice líder do governo em que fiz oposição aos governos do PT, mas isso não me impede de construir relação. Todas as vezes que o governo do estado, inclusive,  posso citar alguns nomes. Me dou muito bem com o pessoal da Conder, se há algum problema com alguma secretária eu procuro pacificar, porque quem ganha com isso é o povo. Na verdade, é na eleição que a gente troca tapa, murro e a gente vai pro jogo mesmo, é normal. Isso eu falo no sentido figurado, mas eu sou contra a violência. Se o governador Rui Costa foi eleito, aí, tem que respeitar a vontade do povo, sabendo que nós somos oposição e ajudar naquilo que for necessário.

 

Ângelo Coronel: Cura Gay ou amor livre?

Leo Prates: Eu sou a favor da opção das pesssoas. As pesssoas têm todo o direito de optar e acho que elas são livres. Eu acho que não existe Cura Gay. É uma opção que cada um quer seguir. Não tenho, problema nenhum. Acho que é um movimento importante que respeita a opção e o direito das pesssoas. Nós temos o direito a opção e o que eu sou contra é o preconceito. Eu acho que não pode haver preconceito nenhum. Tem um projeto em tramitação na Câmara que tem suscitado o debate com a divisão dentro do movimento LGBT,  mas Marcelo Cerqueira não concorda com o projeto que o PCdoB liderado por Aladilce apresentou. Eu acho que a opção individual tem que ser respeitada e defendida pela sociedade.

Ângelo Coronel: O amor não tem que ter censura de ninguém. Se você quiser ser, vá, qual é o problema? Acho que cada um tem que ser feliz em escolher a sua opção, isso que é importante e não buscar no outro com parâmetro de felicidade.

 

Ângelo Coronel: Eu espero que você seja um dos candidatos a deputado estadual para o próximo pleito, por que se você for eleito vai engrandecer o parlamento

Leo Prates: Se eu for candidato e eleito entre os 63, está bom, depois de Diego Coronel.

 

Ângelo Coronel: Se Deus permite, ele vai ser, mas se Deus não permitir, fazer o quê? Vamos torcer para que aconteça

 

Angelo Coronel: As mídias sociais falam que a arrecadação de multas duplicou na gestão de Neto. O que se deve a isso? Educação no trânsito forçada ou política de arrecadação?

Leo Prates: Isso se deve basicamente a uma coisa. Quem faz a lei de trânsito é o Congresso Nacional. Inclusive, o estado e a união participam da arrecadação. Isso se deve ao ordenamento da cidade e a cobrança das leis. O problema no Brasil é que se fazem leis extremamente rigorosas e a sociedade exige essas leis rigorosas e quando há aplicação dessas leis rigorosas, há uma desvirtuação dizendo que é a cobrança de multa. Se a lei não está boa, cabe a todo cidadão pressionar os deputados federais e em fazer a revisão do Código de Trânsito Brasileiro.

Rafael Santana

 

Sobre Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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