Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor
“Prometeram que não iam deixar o Viver morrer e não cumpriram. Só temos a lamentar a atitude do Governo do Estado em não se preocupar com as pessoas que são vítimas de violência sexual”. A afirmação é da vereadora Lorena Brandão (PSC), protestando contra a interrupção das atividades do Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver).
Passado um mês desde a não renovação de contratos profissionais, apesar dos apelos da Câmara Municipal de Salvador para que o projeto não tivesse os seus atendimentos encerrados, frisa Lorena brandão, os depoimentos e a situação da emergência revelam o agravamento do problema. “Continuam sem rumo as vítimas menores de 18 anos, já que o Centro de Referência Loreta Valadares, que é coordenado pela Secretaria de Política para Mulheres, Infância e Juventude, ainda presta ajuda a algumas que já eram assistidas pelo Viver”, ressalta.
Socorro
A vereadora lembra que durante debate na Câmara sobre o Projeto Viver, uma mulher se manifestou e pediu socorro: “Ela teve a filha de apenas dois anos abusada sexualmente e pensou até em se matar, mas com o Viver pôde se recuperar deste acontecimento e seguir sua vida. Mas e agora? Onde essas pessoas serão atendidas? E os novos casos? Vai ficar por isso mesmo? Esperamos que o Estado tome uma posição, pois a vida é o nosso maior bem”.
O serviço garantia assistência médica, psicológica, social e jurídica. Antes de ser encerrado, era mantido pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHS). O Viver já contou com 50 contratados, mas ultimamente possuía apenas dez funcionários.
Fonte: Secom/CMS
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