
O excesso de otimismo de Lula tem preocupado até seus próprios aliados, que já enxergam o presidente desconectado da realidade. A recente pesquisa Quaest/Genial revelou um dado histórico: a desaprovação do petista na Bahia, seu maior reduto eleitoral, chegou a 51%, ultrapassando a aprovação de 47%. Enquanto os baianos lidam com inflação alta e dificuldades no dia a dia, Lula continua convencido de que seu governo é um sucesso, atribuindo qualquer problema apenas à comunicação. Para ele, a nomeação de Sidônio Palmeira para a Secom resolveria tudo – mas os números mostram o contrário.
Nos bastidores, ministros e interlocutores tentam alertar o presidente sobre a gravidade da situação, mas ele permanece “super, mega, hiperotimista”, como revelou um de seus aliados. A confiança cega de Lula se reflete na sua falta de ação: a reforma ministerial será apenas pontual, e nenhuma grande mudança está no horizonte.
Até mesmo a queda de popularidade entre petistas e lulistas não parece preocupá-lo.
Enquanto isso, governadores como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, que enfrentam o mesmo cenário econômico, têm aprovação superior a 60%.
Na Bahia, o enfraquecimento de Lula ameaça diretamente o futuro político do PT. Jerônimo Rodrigues viu sua aprovação crescer, mas sem um líder forte para puxá-lo, sua posição nas eleições de 2026 se torna incerta. A pesquisa já mostrou que, se a eleição fosse hoje, ACM Neto venceria o petista por 42% a 38%. Para aliados do governo, a “verticalização” que ajudou em 2022 pode virar um fardo. Sem Lula forte, Jerônimo vira apenas um coadjuvante sem peso eleitoral.
Enquanto Lula se recusa a enxergar a crise, Sidônio Palmeira, que teve mais reuniões com o presidente do que ministros-chave como Rui Costa e Fernando Haddad, tenta reinventar a comunicação do governo. Mas seu plano de “engajamento digital” soa mais como desespero do que estratégia. A realidade é que a confiança cega do presidente não melhora a economia, não reduz o preço do ovo e do café e não resolve a insegurança que aflige os baianos.
Com a popularidade derretendo, até aliados já enxergam que o otimismo de Lula beira a alienação.
Se ele continuar ignorando os sinais, a Bahia, historicamente vermelha, pode estar pronta para mudar de cor em 2026.
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