
O segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) começa com uma disputa apertada nas urnas e uma mudança importante no Congresso. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Os dois voltam a se enfrentar em 25 de outubro.
O PL elegeu 121 deputados federais e ampliou sua bancada no Senado para 28 parlamentares, o maior resultado de um partido na Casa desde a redemocratização. Com outras siglas de centro e direita, o bloco pode alcançar cerca de 250 cadeiras na Câmara e mais de 30 no Senado, cenário que tende a dificultar a articulação de qualquer presidente.
Esse quadro alimenta o debate sobre a governabilidade de Lula caso ele vença, mas as fontes enviadas não comprovam que analistas internacionais o aconselhem a renunciar.
A força do Congresso é um dado concreto; a suposta pressão para Lula desistir, não. Os números mostram que o próximo presidente terá de negociar com um Legislativo mais inclinado à direita, mas não permitem afirmar que um eventual governo seja impossível.
A decisão política, agora, será dos eleitores no segundo turno.
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