
Lula elevou o tom contra Donald Trump em Nova York, enquanto a Casa Branca informou que não estava previsto um encontro entre os dois antes da abertura da Assembleia Geral da ONU. Na segunda-feira (21), a agenda do americano incluía reuniões com Emmanuel Macron e o prefeito nova-iorquino, Zohran Mamdani. Para o presidente brasileiro, o episódio expõe um limite político: ocupar o palco internacional não garante acesso à mesa de negociação desejada. A ausência de reunião naquele intervalo, entretanto, não excluía um contato posterior durante o evento.
Em entrevista à CNN, Lula voltou a chamar Trump de “imperador” e criticou sua maneira de conduzir as relações internacionais. “Não tem o direito de impor a sua vontade”, afirmou. Também defendeu a negociação e o multilateralismo.
O presidente também levou a disputa eleitoral brasileira à entrevista ao manifestar preocupação com uma possível atuação de Marco Rubio, secretário de Estado americano. Ressalvou, contudo: “por enquanto, é só suspeita”.
Ao tratar de Trump, relatou que o americano havia dito a interlocutores que não se envolveria na eleição.
Na frente comercial, Lula manteve a possibilidade de reciprocidade caso as negociações não avancem, mas afirmou preferir o diálogo e evitar uma guerra tarifária.
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