
Quase 15 anos após o assassinato brutal de Eliza Samudio, sua mãe, Sonia Fatima Moura, vai receber os últimos objetos pessoais da filha, ainda sob custódia da Justiça. Entre eles, fraldas descartáveis do neto Bruninho, que ela cria sozinha, além de sandálias e óculos da jovem.
Em entrevista ao Portal iG, Sonia desabafou: “Estou navegando por águas mais tranquilas, mas a dor existe”. Ela lembra que no dia 9 de julho de 2010, Bruno Fernandes, então goleiro do Flamengo, foi transferido para a prisão, acusado de envolvimento direto no assassinato de Eliza.
Hoje com 59 anos, Sonia vive no Rio de Janeiro e dedica a vida à militância contra a violência que destrói vidas de mulheres e crianças no Brasil. Participa de livros, debates e projetos que expõem tragédias como a de sua filha. “Tem dias que acontecem alguns gatilhos e a gente acaba ficando mal”, lamenta.
Em 2023, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve 1.463 feminicídios registrados — uma mulher morta a cada 6 horas. Enquanto isso, Bruno cumpre pena em regime semiaberto e chegou a tentar voltar ao futebol.
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