
A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) levou à Câmara Municipal de Salvador um alerta sobre a poluição nas águas da cidade e seus impactos na população pesqueira. Durante a sessão, ela denunciou que “muito lixo tóxico e esgoto está sendo jogado nas águas de Salvador”, afetando diretamente os pescadores e quilombolas da região, especialmente na Baía de Todos os Santos e na Ilha de Maré.
Segundo Eliete, o modelo de desenvolvimento econômico tem ignorado essas comunidades, resultando em degradação ambiental e doenças graves.
Paraguassu destacou que a Baía de Todos os Santos está ameaçada e que as comunidades pesqueiras sofrem as consequências desse cenário. “A gente está falando mais ou menos de quantas pessoas? As ilhas de Salvador têm em média 20 mil habitantes. E há mais de 46 mil pescadores que vivem exclusivamente da pesca”, afirmou.
Eliete também mencionou que mais de 16 mil quilombolas vivem na cidade e enfrentam dificuldades devido à falta de políticas públicas voltadas para suas necessidades.
A vereadora revelou que sua tentativa de integrar comissões voltadas ao meio ambiente e à saúde na Câmara foi ignorada. “Fui excluída, fui não ouvida quando pleiteei essas duas comissões, que são o pilar do meu mandato”, lamentou. Ela afirmou que sua luta é pela preservação dos territórios pesqueiros e pelo direito das comunidades que vivem da economia das águas, mas tem encontrado barreiras no diálogo com o poder público e empresários.
Sobre as tratativas com autoridades, Paraguassu disse que ainda não conseguiu um encontro com o prefeito Bruno Reis, embora ele tenha demonstrado interesse em conversar. Já com o governo do estado, a relação é descrita por ela como “desrespeitosa” e “truncada”, especialmente quando envolve a Secretaria de Meio Ambiente. “Está a serviço do capital”, criticou.
Além da luta contra a poluição e a degradação ambiental, a vereadora também levantou a questão da reparação histórica e das compensações ambientais, que, segundo ela, não chegam às comunidades impactadas. A vereadora citou um episódio em que a comunidade precisou interromper uma dragagem no porto para conseguir iniciar um diálogo com a Codeba. “Ainda estamos caminhando nessa discussão, mas a relação continua sendo ruim”, concluiu.
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