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“Manterei o mais alto respeito pela vida humana desde a sua concepção”, diz Dr. Everton Mendes em homenagem ao Dia do Médico

Não há nada mais profundo que esse juramento. O assunto é a vida, a maior dádiva concedida pelo Onipotente. A saúde no Brasil vem sendo banalizada de tal forma que, instintivamente, profissionais que juraram pelas suas honras, usurpam suas vergonhas em detrimento da VIDA.

A constituição prega a saúde como tema essencial para a sociedade, porém, joguetes de interesses ou má gestão, colocam a saúde como segundo ou terceiro plano. De que forma, eu, médico, este mesmo que proferiu por tantas vezes o juramento, posso corroborar com tanta negligência política? Projetos desarticuladores, empenhados apenas em interesses que poucas vezes conseguem suprir as necessidades e interesses de quem está ali em busca de vida? Posso sim, fazer a diferença. Devo!

Estive totalmente comprometido com uma unidade hospitalar no município de Amélia Rodrigues, na Bahia, e por denunciar os desmandos daquela gestão municipal, passei a ser alvo de calúnia e arbitrariedade. Uma unidade sem o mínimo suporte e completamente abandonada pelo poder público, em uma cidade hospitaleira que me abraçou da forma mais fraterna possível. Ali pude viver o juramento. Ali pude nutrir, não só amor mais puro pelo ser humano, mas também, fertilizar mais e mais a felicidade pela minha escolha de vida: a medicina. Naquele Hospital, pude observar que, no fundo dos olhos de cada paciente se esconde uma carência. Isso transpõe a qualquer falta de equipamento, como uma simples cânula que salvaria uma vida. A palavra VIDA, bem como a palavra AMOR, envolve desde a nossa essência, até o nosso corpo físico, muitas vezes frágil e carente de pouca coisa, porém essencial.

A vida de um médico, atrelada à coisa pública do homem que cuida, é cruel, porque temos que “endurecer sem perder a ternura”. Isso porque, na carência do essencial, nós colaboramos com o imprescindível: O AMOR! O amor pelo ser humano e a fidelidade pelo juramento.

Respeito ao indivíduo desde a sua concepção.

Não importa a ausência de políticas públicas que afetam toda parte da Unidade desta Federação, sempre persevera em mim, desde hoje na juventude em que me encontro, até quando me encontrar senil, a busca por fazer a diferença. Rebelando-me diante de quem desconhece a minha honra e rasga em mim, com negligências e arbitrariedades, o compromisso que tenho com a vida.

Ambulâncias quebradas, regulação demente, falta de aparatos simples para salvar uma pessoa, gerador quebrado, medicações que faltam (…) e o que esperam do médico? Conivência! A sensibilidade em mim é visceral. Mais forte do que é palpável, é a minha ousadia. Não me comprometo com a ineficácia na saúde da minha nação.

Respondo hoje por minha audácia e por me rebelar contra um sistema que queriam me fazer aceitar. A minha colaboração para a saúde do meu Estado e da minha nação nada mais é do que prezar pela vida e cumprir à risca o meu juramento. Tenho ciência do quanto me custa a firmeza por uma causa, mas não desisto do que me proponho e nem traio a minha persona.

Precisamos de planos de ação e políticas públicas pautadas na decência e não em interesses escusos, onde tudo se perde e prevalece os interesses de minorias. Carecemos de pensar e planejar o melhor para a coletividade. É de vida que cuidamos!

Certamente que com profissionais comprometidos, até mesmo, a crise nacional pode ser bem contornada. Basta somar conhecimento com estratégia. Resumindo: boa vontade com fidelidade.

Quando Deus, onisciente, porque tudo sabe, nos destina a cuidar de humanos; pela sua onipresença em tudo que colocamos as mãos, a sua onipotência pode não nos ser inerente, mas o nosso dever é interligar o que aprendemos ao que temos capacidade de realizar. Sem titubear! Apenas agir em prol do todo. Essa é a nova ideia democrata: participação, sentimento e atividade. O democrata soma o que sabe, divide o que tem para oferecer e subtrai tudo que corrompe seus ideais, extirpando o que não engrandece. Pela Bahia e pelo Brasil. Sou jovem, médico atuante e apaixonado pelo que faço, sou DEMOCRATA.

Dr. Everton Mendes (CREMEB 27322)

Foto: Reprodução/Site Clínica Granato

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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