IA / Montagem TVS1
Publicado em: 27 de out de 2026 às 12:07
O que está faltando para que os responsáveis pela violência registrada na Praça Municipal de Salvador sejam identificados e respondam perante a Justiça? Na tarde desta segunda-feira (26), uma manifestação contra o prefeito Bruno Reis terminou em denúncias de pichações, depredações e tentativas de invasão ao Palácio Thomé de Souza, obrigando a Prefeitura a suspender o expediente para preservar a segurança dos servidores.
Os acontecimentos exigem uma resposta das autoridades. Protestar é um direito constitucional. Depredar patrimônio público, intimidar trabalhadores e tentar invadir instituições são condutas que precisam ser investigadas e punidas quando comprovadas.
A violência política não pode ser normalizada, independentemente de quem a pratique.
Diante desses acontecimentos, uma pergunta precisa ser dirigida ao secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, e ao governador Jerônimo Rodrigues: o que está faltando para identificar os responsáveis?
Onde estão as imagens das câmeras de segurança e dos sistemas de videomonitoramento que o governo baiano tanto apresenta como símbolos de modernização e eficiência no combate à criminalidade? Por que as famosas “camerazinhas”, anunciadas com tanto orgulho pelo secretário Marcelo Werner, ainda não resultaram na identificação pública dos autores das depredações? As imagens foram recolhidas? Estão sendo analisadas? O sistema de reconhecimento facial foi utilizado? Há suspeitos identificados?
Se o Estado dispõe dessa estrutura tecnológica, a sociedade tem o direito de saber como ela está sendo empregada para esclarecer os ataques.
E onde estão os vereadores, secretários municipais e demais autoridades para exigir essas respostas?
O Brasil assistiu, em 8 de janeiro de 2023, à invasão e à depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Os envolvidos receberam condenações severas, algumas superiores a 14 e 15 anos de prisão. Evidentemente, os acontecimentos de Brasília e Salvador possuem circunstâncias distintas, e a caracterização jurídica de cada crime depende das provas e das finalidades demonstradas. Mas existe uma questão que não pode ser ignorada: a defesa das instituições democráticas deve valer para todos, sem distinção de partido, ideologia ou preferência eleitoral.
Se a violência contra prédios públicos representa uma ameaça à ordem democrática, a tentativa de invasão do Palácio Thomé de Souza também merece investigação rigorosa. O mesmo vale para eventuais ameaças à Câmara Municipal de Salvador.
O Estado Democrático de Direito não pode ser defendido apenas quando os agressores pertencem ao campo político adversário.
Por isso, a cobrança é direta: Marcelo Werner, onde estão as imagens, quem são os responsáveis e quais providências estão sendo tomadas?
Jerônimo Rodrigues precisa esclarecer se a Polícia Civil instaurou investigação, se houve preservação das gravações e se existem elementos suficientes para identificar e responsabilizar os autores.
Os vereadores de Salvador também precisam exercer seu papel fiscalizador e exigir explicações. Não basta anunciar investimentos milionários em tecnologia, câmeras inteligentes e reconhecimento facial se a população não recebe informações sobre sua utilização em episódios dessa gravidade.
O que está faltando para que os responsáveis sejam identificados e, quando presentes os requisitos legais, presos?
A democracia não pode ter dois pesos e duas medidas, e o patrimônio público não pode ficar à mercê de quem confunde manifestação política com violência.
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