
Líder da oposição na Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou a tentativa do governo federal de reduzir o valor do auxílio emergencial, antes de R$ 600, para R$ 250, e de realizar “pente-fino”, diminuindo pela metade a lista de beneficiários “sem nenhuma transparência e explicação”. A vereadora destacou, nesta quarta-feira (17), que a pauta por um auxílio emergencial permanente até o fim da pandemia deve ser de todos aqueles comprometidos com o combate à pobreza e a crise que tomou conta do país, acentuando o desemprego em cidades que já tinham altos índices, como Salvador.
Segundo Marta, o auxílio impediu um aprofundamento ainda maior na recessão no primeiro ano da pandemia em Salvador e ajudou, minimamente, a população beneficiária a enfrentar a fome e a alta da inflação nos alimentos e no preço do gás, por exemplo.
“Estamos na iminência de medidas restritivas mais duras, a cidade vive do trabalho informal, com cerca de 487 mil trabalhadores nessa condição, pessoas nas ruas trabalhando para sustentar famílias. Estudo do IBGE de 2020, antes da pandemia, já mostrava Salvador como segunda capital do país com maior número de pessoas desocupadas (que não trabalham e procuram trabalho), perdendo apenas para Manaus (AM). Estamos presenciando o aumento da pobreza muito rapidamente”, disse Marta.
Poder de consumo – Conforme a vereadora, estudos mostram que se não fosse o auxílio no valor de R$ 600, aprovado, segundo ela, “após pressão da esquerda no Congresso contra o valor oferecido de R$ 200”, a redução no consumo das famílias poderia ter sido entre 11 e 14,7%.
“Nota técnica da FEA/USP (Universidade de São Paulo) nos traz esse dado. É inacreditável como o governo federal aprofunda a pobreza, ao se recusar nitidamente a combater as desigualdades sociais. Estamos confrontando uma política nefasta e genocida a todo momento, tendo que voltar à luta por conquistas que já tivemos. O auxílio, diante do que estamos vendo, deveria ser ainda maior do que o anterior, de R$600”, afirmou Marta Rodrigues.
A vereadora aponta ainda que, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), a capital baiana teve taxa de desocupação de 17,5% nos três primeiros meses de 2020. O número está cima dos 15,2% verificados no 4º trimestre de 2019 e da taxa do 1º trimestre do ano passado (15,8%).
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