A crise na saúde da Bahia ganhou contornos ainda mais graves após a presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA), Rita Virgínia Marques Ribeiro, denunciar atrasos salariais que ultrapassam 90 dias e que já atingem mais de 529 profissionais da rede própria da Sesab. Médicos de hospitais como o HGE, Roberto Santos, Albert Sabin, Tsylla Balbino e o Iperba relatam que estão sendo obrigados a trocar contratos CLT por vínculos precários sem direito a férias, 13º, licença saúde ou maternidade. “É uma escravidão trabalhar de janeiro a janeiro sem direito a licença, ninguém é robô, o médico é humano”, desabafou Rita Virgínia.
Segundo dados do CFM, a Bahia já enfrenta déficit de médicos no interior, com média de 1,1 por mil habitantes, abaixo do recomendado pela OMS (2,3).
A dirigente alerta que a rotatividade causada pelos atrasos compromete diretamente o atendimento. “O médico não consegue atender com noventa dias de atraso, ele entra em exaustão, adoecimento e até casos de suicídio acontecem”, afirmou.
O Sindimed afirma receber queixas quase diariamente e cobra soluções imediatas. O cenário expõe mais uma vez a fragilidade da gestão da saúde na Bahia do pior governador da história, Jerônimo Rodrigues.
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