
A terça-feira começou em clima de guerra no Rio de Janeiro. A Polícia Civil realizou uma megaoperação no Complexo de Israel para cumprir 70 mandados contra o Terceiro Comando Puro (TCP), grupo liderado por Álvaro Malaquias, o “Peixão”.
A ação parou a cidade: houve intenso tiroteio na Linha Vermelha, duas pessoas foram baleadas dentro de ônibus, 50 linhas mudaram o trajeto, 20 escolas suspenderam aulas e até uma igreja usada como fachada criminosa foi descoberta num prédio irregular de quatro andares, demolido pela prefeitura.
“O prédio funcionava como uma verdadeira fortaleza”, disse Carnevale, da SEOP, explicando que o local tinha seteiras e cápsulas de munição nos andares superiores.
Um vídeo viral mostra o desespero: passageiros de um BRT se jogam no chão para escapar das balas enquanto uma mulher canta pedindo proteção. A cidade entrou em “estágio 2”, o que significa risco de impacto severo. A operação, que contou com blindados e bloqueios de trânsito, prendeu até agora 14 suspeitos e expôs a ousadia das facções que tomaram conta da zona norte carioca.
A parte térrea do prédio demolido simulava uma igreja, enquanto os andares superiores funcionavam como base de observação e ataque contra a polícia. “Seguiremos firmes para restabelecer a ordem”, afirmou a prefeitura, que tenta frear o avanço da criminalidade nas áreas dominadas.
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