Mesmo com descumprimento contratual, “governo” Rui Costa pode renovar concessão da travessia Salvador-Mar Gande: “péssimo serviço, sem fiscalização”

O governo da Bahia pode estender o contrato de concessão de duas empresas que há dez anos administram a travessia marítima Salvador-Mar Grande, mesmo depois de os termos contratuais nunca terem sido cumpridos. A Vera Cruz Transportes e Serviços Marítimos Ltda-ME e a CL Empreendimentos Ltda assumiram o serviço em 14 de agosto de 2012, na segunda gestão do governo de Jaques Wagner (PT), e desde então o serviço é alvo de reclamações frequentes por parte dos usuários.

“É impressionante o desmando e falta de respeito com que os governos do PT tratam o povo baiano. São dez anos oferecendo um péssimo serviço, sem nenhum tipo de fiscalização e ainda têm a cara de pau de pensar em renovar”, critica o deputado estadual Sandro Régis (UB), líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).



A poucos dias para o encerrramento do contrato, a concessão entrou também na mira do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que recomendou à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) não prorrogar o vínculo com as atuais concessionárias. Segundo o MP, as empresas não adquiriram novas embarcações, tipo catamarã, para modernizar o serviço, assim como o governo do estado não fez a requalificação dos terminais marítimos de Salvador e Vera Cruz, nem a drenagem do canal de acesso a eles.

“A verdade é que o governo fez de conta todos esses anos, e mesmo vendo os riscos diante da falta de infraestrutura nunca fez a sua parte para resolver a questão”, acentua Sandro Régis.

Divulgação

Ao contrário disso, as lanchas usadas na travessia já protagonizaram uma tragédia fatal em 2017, quando 19 pessoas morreram, entre eles um bebê de seis meses e duas crianças de dois anos, além de 59 feridos, depois que a embarcação Cavalo Marinho I virou em Mar Grande, a aproximadamente 200 metros da costa.

Em outubro daquele ano o Ministério Público chegou a pedir a cassação do serviço prestado pelas empresas, denunciando a precariedade, inadequação, insegurança e os altos valores cobrados. A tragédia acabou trazendo à tona infrações graves cometidas pelas empresas, como a falta do controle do número de usuários nas embarcações, a ausência de coletes salva-vidas em estado regular, condições higiênicas inapropriadas, além de não haver contrato de seguro obrigatório.



Astramab

 



 



 

 

 

 

Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

Leia também!

Prefeitura de Lauro de Freitas participa de reunião da Câmara Técnica da Costa dos Coqueiros para fortalecer o turismo regional

A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, …