
A Copa do Mundo de 2026 vai ganhar, nesta quarta-feira (15), mais um capítulo de uma rivalidade que atravessa gerações. Argentina e Inglaterra se enfrentam às 16h, pelo horário de Brasília, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, valendo uma vaga na grande decisão contra França ou Espanha.
Atual campeã, a seleção de Lionel Scaloni alcançou sua terceira semifinal nas últimas quatro edições, enquanto os ingleses tentam voltar à final pela primeira vez desde o título conquistado em casa, em 1966.
Apesar da atuação irregular na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, definida apenas na prorrogação, Lionel Scaloni não pretende fazer uma revolução na equipe. Leandro Paredes e Cristian Romero terminaram o confronto com problemas físicos, mas não despertam grande preocupação, e as possíveis mudanças seriam pontuais: Gonzalo Montiel pode disputar posição com Nahuel Molina, enquanto Nicolás González aparece como alternativa para o lugar de Alexis Mac Allister. Depois de uma atividade regenerativa em Kansas City, o elenco segue para Atlanta com a ideia de recuperar as pernas e preservar a base que construiu o ciclo campeão.
Fora de campo, permanecem os tradicionais churrascos, partidas de truco e momentos de convivência que Scaloni considera fundamentais para manter o grupo fechado.
Para Lionel Messi, o encontro terá um sabor diferente: aos 39 anos, ele enfrentará a Inglaterra pela primeira vez com a camisa argentina. O capitão chamou o adversário de potência e pediu que o país valorize uma classificação que, segundo ele, não pode ser tratada como algo normal.
Emiliano “Dibu” Martínez também vive uma história particular, pois mora há 16 anos na Inglaterra e teve os filhos no país, mas avisou que o carinho acaba quando a bola rolar.
Do outro lado, Harry Kane e Jude Bellingham chegam como as principais ameaças: os dois marcaram seis gols cada e são responsáveis por 12 dos 13 gols ingleses no torneio.
A Argentina ainda entrará em campo usando a camisa alternativa azul e preta, após a FIFA rejeitar o pedido para utilização do uniforme tradicional. A escolha imediatamente resgatou duas lembranças pesadas para os ingleses: a vitória de Diego Armando Maradona no Mundial de 1986, com a “Mão de Deus” e o “Gol do Século”, e a classificação argentina nos pênaltis em 1998.
As seleções não se enfrentam desde 12 de novembro de 2005, quando a Inglaterra venceu um amistoso por 3 a 2, em Genebra, com dois gols de Michael Owen nos minutos finais… Messi estava suspenso e não participou. Mais de duas décadas depois, o reencontro não poderia ser maior: pela primeira vez, argentinos e ingleses decidirão entre si uma vaga na final da Copa do Mundo.
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