Crédito: Luciano da Matta/Agência A TARDE
Moradores e membros do trade turístico se reuniram na manhã de domingo (24), no bairro do Stiep, para um “abraçaço” no antigo Centro de Convenções. A ação, realizada pela organização SOS Centro de Convenções, ocorreu um dia após o “aniversário” de um ano do desmoronamento de parte do edifício, em 23 de setembro de 2016. Eles defendem a permanência do equipamento no local.
Defensores da manutenção do centro atual apontam para o impacto socioeconômico na região, caso o equipamento deixe a região. “O centro foi importante para o desenvolvimento dos bairros no entorno e é a base de fonte de renda para muitas pessoas de comunidades próximas. Se ele sair, toda a região será descaracterizada”, conta Elenise Velame, moradora da área há 35 anos e fundadora da SOS Centro de Convenções.
Durante o ato, os manifestantes cantaram “Parabéns” pelo 1 ano de desmoronamento parcial do edifício e soltaram balões brancos, abraçando o prédio. O governo do estado pretende construir um novo centro do Parque de Exposições, na avenida Paralela.
Nesta manhã, o governador Rui Costa reafirmou a impossibilidade de manter o centro no Stiep: “Aquela é a área de maior salitre da Bahia e uma das maiores do Brasil. Ali não tem condições técnicas viáveis de ter nenhum equipamento”.
Durante a entrega de casas no Parque São Bartolomeu, ele afirmou que a área do Comércio seria a melhor posição para um novo centro, mas que ainda não teve retorno para sua viabilidade no local e que, por isso, se pensa na instalação na Paralela. “Até agora, não tivemos posição das áreas possíveis e iniciamos o processo para levar para o Parque de Exposições (na Paralela)”, afirma.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) criou uma comissão especial para fazer uma vistoria no local em novembro passado e destacou que o desmoronamento ocorreu por corrosão em parte da estrutura. O órgão apontou também falta de manutenção.
O engenheiro civil e membro da comissão Leonel Borba afirmou que “foram identificados problemas que podem sim ser resolvidos. A estrutura está em boas condições e não necessita de demolição”. O laudo pericial sobre o desmoronamento do ano passado ainda não foi divulgado.
Fonte: A TARDE On Line