Morte, medo e reféns: em Salvador tráfico manda, moradores obedecem e Jerônimo Rodrigues silencia

Na madrugada desta sexta-feira (29), um homem foi encontrado morto na Avenida São Luiz, em Paripe, no subúrbio ferroviário de Salvador. O corpo foi localizado por populares, que chamaram a Polícia Militar da 19ª CIPM. A área foi isolada até a chegada do DPT. A identidade da vítima ainda não foi divulgada, e o caso será investigado pela Polícia Civil.

Poucas horas depois, outro assassinato: um homem foi executado a tiros na Praça São Rafael, bairro São Marcos. Uma guarnição da 50ª CIPM confirmou o crime e isolou o local até o DPT chegar. A Polícia Civil vai apurar autoria, motivação e identidade da vítima.



Mas os perigos que assustam os baianos vão além dessas tragédias… chegam dentro de casa, comandados por quem não hesita em transformar o lar em território de crime.

Moradores do Engenho Velho da Federação e de outras áreas dominadas pelo tráfico vivem sob determinação de deixar portas destrancadas e portões sem cadeado, até de madrugada. “Moro lá há 30 anos… agora tenho que dormir com as portas abertas e várias noites já me peguei acordando com gente armada dentro de casa mandando eu calar a boca porque eles estavam fugindo da polícia”, desabafa uma moradora, que pediu anonimato ao Correio.

Um policial com mais de 15 anos de atuação confirma: “Se o bicho, na hora da polícia chega, se bater com as portas fechadas, ele pode matar o dono da casa. … o cara virou a curva e sumiu. Sumiu porque entrou na casa, mas a gente não podia entrar”. Outro PM relata que traficantes aproveitam casas abertas para fugir ou até fazer reféns: “(…) invadem residência e fazem pessoas de reféns. (…) ou entram na casa e se escondem sem fazer reféns”.



O coronel reformado Antônio Jorge Melo resume: “As facções criminosas usam a população das comunidades carentes como escudo humano para se protegerem … podem, caso sejam descobertos, fazer os moradores reféns, como garantia de que sairão ilesos”.

Além dessa estratégia cruel, os traficantes utilizam táticas como obrigar crianças a brincar na rua — desacelerando incursões policiais — ou se aproveitar do horário de entrada e saída dos estudantes nas escolas, entre 12h–14h e 16h–18h, para escapar com menos risco.

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(Com informações do Correio, Bahia Notícias, Alô Juca e Informe Baiano)



Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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