
Com a Bahia mergulhada em uma crise de violência e abandono, o governador Jerônimo Rodrigues parece mais focado em garantir sua sobrevivência política do que em governar. Sem descer do palanque, ele tem dedicado seu tempo a negociar cargos e alianças, deixando a gestão em segundo plano.
A articulação comandada pelo secretário de Relações Institucionais, Adolfo Loyola, tem gerado atritos até entre os aliados, como o PSD, que vê suas posições ameaçadas por movimentos considerados traiçoeiros.
A derrota do PSD na eleição do Consórcio Territorial do Recôncavo foi um golpe duro. Ednaldo Ribeiro, prefeito de Cruz das Almas e aliado de João Roma, conseguiu vencer Renata Suely Nogueira, candidata apoiada pelo PSD, por 10 votos a 7. Essa vitória expôs a insatisfação interna e o desconforto com as articulações do governo. Apesar de declarar imparcialidade, o governador está de olho em atrair adversários políticos, como Ednaldo, para fortalecer sua base.
A situação se agrava com as declarações de Jaques Wagner, que deixou claro que o PT baiano não pretende abrir mão das vagas ao governo e ao Senado em 2026. Esse movimento exclui aliados importantes, como o senador Ângelo Coronel, que já sinalizou que não arriscaria sua carreira política ao se associar ao pior governador da história da Bahia.
Enquanto isso, a oposição ao petismo baiano observa e aproveita as divisões no campo adversário.
A movimentação política de Jerônimo e sua equipe tem mostrado mais preocupação com alianças para 2026 do que com as demandas urgentes do povo baiano, reforçando a imagem de um governo desconectado da realidade.
Com a Bahia enfrentando desafios crescentes, as decisões do governador mostram uma prioridade clara: assegurar o controle político do estado, mesmo que isso signifique sacrificar a gestão e enfraquecer aliados de longa data.
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