
A discussão pela luta em defesa e garantia da igualdade de direitos e o empoderamento feminino tem sido o objetivo de mulheres de todas as esferas que, com sua força feminina, tem o poder de fazer toda a diferença para militar por essa conquista, ou seja, a necessidade é de cada vez mais ‘Mulheres no comando, Mulheres no poder: Empoderamento Feminino Já!’
A participação ativa das mulheres deve ser em todos os aspectos da vida econômica, social e política. Deve-se substituir o entendimento de que é necessário elaborar políticas para as mulheres, pela atitude de elaborar as iniciativas com elas, promovendo o empoderamento de mulheres parceiras, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
Para tanto, se faz necessário a superação da desigualdade de gênero e a incorporação das mulheres em todo o processo de decisão.
As mulheres vêm conquistando alguns avanços, a exemplo da Constituição cidadã de 1988, na qual o constituinte conseguiu regulamentar a isonomia de direitos e deveres entre homens e mulheres. Ainda assim, muitos dos direitos conquistados, na prática, não são aplicados.
Este é um momento de reflexão para que a gente possa avançar ainda mais nas políticas para as mulheres, porque o que vemos hoje é que, infelizmente, tudo ainda é muito devagar em relação as conquistas do sexo feminino.
Por outro lado, é necessário uma maior valorização das profissionais mulheres, pois a independência financeira é uma das ferramentas de empoderamento feminino.
O Brasil tem dado contribuições nas discussões de temas ligados às mulheres. Os debates sobre racismo e desigualdade de gêneros já são pautas frequentes nos últimos anos. Este avanço é reflexo de uma longa trajetória de lutas dos movimentos sociais brasileiros, sobretudo dos movimentos feministas e de mulheres, bem como dos movimentos negros.
Pode-se considerar que é uma mudança no predomínio tradicional dos homens sobre as mulheres, garantindo-lhes a autonomia no que se refere a sexualidade, aos direitos e a participação política. É preciso sensibilizar os homens neste dia 8 de março, que para tornar uma sociedade mais humana e igualitária, precisa respeitar também a questão de gênero.
O poder público e a sociedade civil devem apoiar mais o empoderamento feminino, pois não existe sexo frágil. Devemos incentivá-las para que as mesmas participem no processo de transformação da realidade. A administração pública tem o dever de implantar políticas para as Mulheres.
O empoderamento político das mulheres, tanto nos espaços de tomada de decisão, quanto na elaboração político-legislativa, contribui efetivamente na construção das políticas públicas de gênero. A sociedade brasileira tem consciência da necessidade da ampliação da participação das mulheres nos espaços de poder, e acreditam que só há democracia de fato com a presença de mulheres em locais estratégicos de tomada de decisão. A necessidade é de as mulheres ampliarem a participação nos espaços de poder, com voz para decisões.
As mulheres tem papel fundamental na política de base, através de movimentos sociais, mas falta o protagonismo na política partidária. A defesa dos direitos das mulheres acontece a partir do empoderamento da própria mulher na sua vida pessoal é o primeiro passo para tornar a política mais acessível.
As mulheres consideram-se motivadas. A oportunidade e responsabilidade de se ter uma representação de mulheres nos poderes Executivo, legislativo e Judiciário sempre falou mais alto e muitas delas fazem do preconceito o combustível para conquistar um cargo eletivo econstruir um mandato voltado à defesa dos próprios direitos.
As mulheres precisam ser incentivadas a assumirem o protagonismo de suas vidas para se construir uma política mais inclusiva. Acredito que elas só vai encarar um projeto político a partir do momento em que forem empoderadas e tiverem autonomia dentro da sua casa, na sua família e comunidade.
Se a presença de mulheres na política ou no espaço público é muito pequena, a participação de mulheres negras é mais baixa ainda. Como ter uma sociedade inclusiva, se a participação da mulher, principalmente, da mulher negra já começa desigual?
Cerca de 54% do eleitorado brasileiro é formado por mulheres e isso não se reflete nos espaços institucionais. Quando as mulheres participam da política, em sua maioria já são de uma família tradicional e dão continuidade a esse espaço que já pertence ao seu sobrenome e não são defensoras de uma luta social.
Com algumas mulheres representando apenas os interesses da política tradicional, pautas importantes deixam de ser apresentadas. Mas, a participação de mulheres oriundas de movimentos sociais, que representam segmentos da diversidade, que lutam pela igualdade racial e que efetiva essas lutas através de lei e de debates públicos devem ser uma constante. Assim como também a atuação de mulheres negras na política nas discussões como gênero nas escolas, violência urbana, economia solidária e a inclusão produtiva. Com as mulheres nos espaços de poder teremos outra realidade.
A lei já estabelece a cota de gênero para incentivar a participação da mulher, investimento de parte do fundo partidário nas campanhas femininas. Falta que elas se apropriem disso e que exijam sua aplicação, de verdade.
A representação baixa de mulheres nas esferas de poder tem efeito direto na vida da população feminina. As mulheres precisam entender que ninguém melhor do que elas próprias poderiam estabelecer políticas públicas que influenciem positivamente suas vidas. Somente por meio da política, poderemos desenvolver os ideais da igualdade e do bem-estar social da sociedade.
Nos legislativos em geral, alguns projetos em prol das mulheres deveriam ser colocados mais em pauta para que sua aprovação facilite a vida das mulheres. Sabe por que não passam? Porque não há expressividade na representação feminina.
Elas são 51,4% da população brasileira, mas o poder ainda está quase que por completo em mãos masculinas. Os cargos eletivos e os partidos políticos ainda são dominados por homens.
Desde 1997, a legislação eleitoral determina que as mulheres devem representar 30% do total de candidatos, mas a eficácia da regra é questionada por especialistas por não prever nenhuma sanção aos partidos que não preenchem a cota mínima de mulheres. A lei diz que, nesse caso, as vagas que deveriam ser delas não podem ser ocupadas por homens, mas não garante a presença feminina. Hoje, as instituições públicas não se mobilizam para fortalecer e incentivar a presença das mulheres na política.
As mulheres precisam ser incentivadas para assumirem o protagonismo de suas vidas para se construir uma política mais inclusiva. Elas só vão encarar um projeto político a partir do momento em que forem empoderadas e tiverem autonomia dentro da sua casa, na sua família e comunidade.
Existem vários feminismos. São movimentos diversos. Existem várias vertentes, perspectivas, modos de atuação e é um movimento em aberto. O feminismo milita contra diversas opressões: de gênero, raça e classe social. É preciso militar por todas as mulheres, que é um motivo para seguir lutando. As mulheres devem manter a mobilização, principalmente neste momento de crise política e econômica para evitar retrocessos em direitos sociais. As dificuldades de militar só destacam a importância dos movimentos feministas para que cada vez mais mulheres conquistem espaço nos parlamentos.
A difusão da participação política das mulheres é uma das lutas dos movimentos feministas para que cada vez mais mulheres conquistem espaço nos parlamentos. comenta que o ambiente predominantemente masculino das casas legislativas ainda inibe a participação feminina. As mulheres têm direitos a conquistar e precisam de mais representatividade, já que as mulheres representam mais da metade da população e dividem-se em paridade o mercado de trabalho com os homens. É isso que deve nos motivar as mulheres em lutar pela inserção na política. A democracia só se consolidará quando homens e mulheres dividirem o mesmo espaço de poder. Quando a mulher ingressa na política, muda a mulher. Mas quando muitas mulheres entram para a política, muda a política.
As dificuldades para que a mulher ingresse na vida política começam dentro de casa, pois para ter uma atuação política forte é necessário dedicação total, mas a mulher tem a família, tem as tarefas de cuidado e por isso ela se deixa de fazer presente nos parlamentos. Os homens não estão preparados para as mulheres independentes, pois são criados acreditando que cabe à mulher apenas a missão de servi-los e por isso, quando a mulher busca o protagonismo, se depara com tantas barreiras. A luta é pelo empoderamento da mulher, mas tendo os homens como parceiros inseridos nesse contexto de combate à violência contra o gênero feminino. Elas não querem homens submissos, amedrontados, mas querem homens fortes para que possam andar de mãos dadas, construindo uma sociedade cada vez melhor. O empoderamento das mulheres deve ser uma luta também dos homens pra que elas participem também da formação das decisões públicas.
Outro ponto importante nessa construção é a participação da mulher na política partidária e institucional. Antes, elas entravam na política porque eram parentes de homens que já estavam historicamente na política. Hoje, diminuiu o número de mulheres, mas aumentou a qualidade. Agora, as mulheres entram na política com interesses próprios. Têm maior necessidade de participarem das instâncias de poder.
Ao considerar a importância da participação da mulher em todo processo da sociedade civil, a exemplo da política e do mercado de trabalho disse que essa iniciativa gera o fortalecimento do gênero feminino. As mulheres devem lutar de forma incansável em defesa pela participação em todos os espaços da sociedade, colocando a necessidade de inserção das mulheres na política.
É fundamental a participação das mulheres na construção de um País melhor, de um Brasil melhor e de uma sociedade melhor. A mulher tem a sensibilidade e o conhecimento para se aprofundar em todas as temáticas da sociedade. Por isso que é fundamental a participação feminina nos espaços de poder e de decisão.
A participação e a figura da mulher na política precisam ser fortalecidas e pra isso as mulheres precisam lutar, fazendo um trabalho de empoderamento e de participação nos espaços políticos para a afirmação das próprias mulheres primeiramente dentro da categoria e depois nos principais espaços de poder.
No campo profissional e do trabalho, as mulheres enfrentam maiores dificuldades que os homens na inserção no mercado de trabalho, o que fica evidenciado ao analisarmos a remuneração que percebem, a falta de oportunidade, a qualidade de suas ocupações e os índices de desemprego que enfrentam. defende uma maior valorização das profissionais mulheres, pois a independência financeira é uma das ferramentas de empoderamento feminino.
A luta das mulheres ao longo da história, onde o que prevalece é a cultura machista, o patriarcado e a desvalorização do trabalho das mulheres. Os saberes delas não são valorizados. Elas são educadas, o tempo todo, para apagar nossa história e aceitar uma cultura machista. As mulheres tem um importante papel de tentar mudar essa realidade.
A Educação é uma ferramenta essencial na busca de transformações para o mundo para a formação de mulheres em questões como sexualidade, política, gênero e violência.
A Prática educativa dentro das escolas para promoção da igualdade e o combate ao preconceito de gêneros, principalmente entre as meninas, é um grande desafio da educação e uma das alternativas para romper o preconceito.
A sociedade tem que estar aberta para a desconstrução dos preconceitos em sala de aula com base em temas como saúde, sexualidade, políticas públicas, enfrentamento da violência, identidade de gênero e autonomia do corpo, entre outros assuntos que destacam os direitos das mulheres.
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