
Precursor da luta contra o câncer de mama na Bahia, o Núcleo Assistencial para Pessoas com Câncer (Naspec) chama a atenção para a necessidade de implantação de políticas públicas para o enfrentamento da doença. Para representar a entidade, Kátia Baldini participou da Tribuna Popular da Câmara na segunda-feira (30), alertando para a luta contra o tumor além do “Outubro Rosa”.
Conforme ela, atualmente as mulheres diagnosticadas com o tumor ainda são submetidas à espera de seis a oito meses para o procedimento de biopsia. “É muito importante o lacinho rosa para alertar, mas só isso não muda a realidade. A situação ainda é muito crítica. O que vemos é o atendimento ágil através de planos de saúde, mas não no SUS”, salienta Kátia, que participou da Tribuna a convite da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
De acordo com a presidente do colegiado, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), é preciso garantir atendimento para mudar o atual quadro, que, conforme o Naspec, soma 35 mortes diárias decorrentes do câncer de mama. “Não adianta ter centenas de vagas, se estas mulheres não tiverem acesso ao tratamento e o diagnóstico precoce”, frisa.
Ao comentar os dados apresentados pelo Naspec, o vereador Kiki Bispo (PTB) afirmou que a espera de até oito meses “é uma sentença de morte”. O vereador lamentou ainda a falta de atendimento suficiente do Hospital da Mulher, na Cidade Baixa. “É inaceitável que o Hospital da Mulher não tenha as portas abertas para a finalidade prometida”, critica, ao cobrar do governo estadual agilidade no atendimento.
Os vereadores Edvaldo Brito (PSD), Sílvio Humberto (PSB), Hilton Coelho (PSOL), Odiosvaldo Vigas (PDT) e Joceval Rodrigues (PPS) também discursaram em prol do trabalho realizado pelo Naspec. Na Tribuna, Kátia Baldini agradeceu o apoio da Casa, em especial à vereadora Aladilce Souza e o vereador Téo Senna (PHS).
Fonte: Secom/CMS
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