
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a perder a calma ao ser cobrado sobre a ponte Salvador-Itaparica, obra prometida desde Jaques Wagner e repetida por Rui Costa e pelo próprio Jerônimo, mas que nunca saiu do papel. Irritado, ele chamou de “fake” as denúncias de falta de diálogo com comunidades tradicionais, ignorando inclusive um relatório debatido em audiência no Ministério Público Federal que apontou os riscos do projeto para pescadores, marisqueiras, indígenas e terreiros de candomblé.
“Parece que tem gente torcendo contra a ponte, é impressionante”, disparou Jerônimo, chegando a acusar jornalistas de espalharem mentiras.
A realidade, porém, mostra que após quase 20 anos de promessas, a obra ainda está presa em debates, enquanto a violência, a especulação imobiliária e os danos ambientais preocupam moradores da região.
Com investimento previsto de R$ 10 bilhões em parceria com um consórcio chinês, a ponte foi vendida como prioridade pelo PT em todas as eleições, mas segue como miragem. Para piorar, Jerônimo continua atacando quem cobra explicações, ao invés de apresentar resultados concretos. Enquanto isso, representantes do povo Tupinambá, do Conselho de Pescadores e de entidades religiosas alertam para a destruição dos manguezais, recifes e espaços sagrados da Ilha.
A incompetência do governo petista em lidar com obras estruturantes se repete: promessa antiga, discurso vazio e ataques a quem ousa cobrar transparência.
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