
A possibilidade de Nicolás Maduro colaborar com a Justiça dos Estados Unidos ganhou ainda mais peso após a delação de Hugo Carvajal, o “Pollo Carvajal”, ex-chefe da inteligência militar da Venezuela. Preso na Espanha, extraditado e hoje colaborador formal das autoridades americanas, Carvajal afirmou em depoimentos que Maduro foi o responsável direto por estruturar as rotas do Cartel de Los Soles, usando o Estado venezuelano para facilitar o envio de toneladas de cocaína às FARC e, posteriormente, aos Estados Unidos.
Segundo documentos judiciais citados pela imprensa internacional, o esquema envolvia aviões militares, portos oficiais e proteção política no mais alto nível.
Os relatos de Pollo Carvajal também apontam que o narcotráfico sustentou alianças ideológicas e políticas na América Latina após a morte de Hugo Chávez, período em que Maduro contou com apoio explícito de líderes como Lula e Cristina Kirchner para manter o regime. Não se trata de um caso isolado: a Justiça americana já ouviu militares, ex-narcos e operadores financeiros que confirmam o uso do Estado venezuelano como plataforma criminosa.
O precedente histórico existe, Manuel Noriega também caiu após colaborar… e reforça a tese de que a pena inicialmente estimada em até 50 anos para Maduro pode cair para 30, 25 ou até 20 anos caso ele siga o mesmo caminho de Carvajal.
O relógio corre.
Até terça-feira (6), Maduro precisa definir sua defesa e decidir se entrega nomes, contas e rotas financeiras. Uma eventual delação pode abrir um efeito dominó, permitindo rastrear bilhões desviados da Venezuela e depositados em contas na América Latina e na Europa, atingindo políticos, empresários e operadores do submundo. Em um cenário em que facções avançam sobre países inteiros (inclusive no Brasil e na Bahia), a pergunta central passa a ser inevitável: se Maduro falar, quem será o próximo a cair?
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