Reprodução CNN
Antes de ser capturado por forças dos Estados Unidos, o narcoterrorista Nicolás Maduro teria negociado secretamente um plano de exílio em Belarus, segundo revelaram veículos internacionais e fontes diplomáticas ouvidas pela imprensa. A articulação teria ocorrido nos bastidores, com aval de aliados do regime e interlocutores russos, em uma tentativa desesperada de escapar da extradição para os EUA, onde Maduro responde a acusações graves por narcotráfico, terrorismo e associação criminosa internacional.
A operação, no entanto, fracassou.
Imagens divulgadas nesta segunda-feira (5) mostram Maduro sendo transferido sob forte escolta em território americano, em meio a um esquema de segurança digno de chefes do crime organizado.
De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o caso é tratado como prioridade máxima, envolvendo denúncias que apontam o envolvimento direto do regime venezuelano com o cartel de Los Soles, responsável por toneladas de cocaína enviadas à América do Norte e à Europa ao longo dos últimos anos.
O julgamento será conduzido em Nova York pelo juiz federal Alvin Hellerstein, de 92 anos, conhecido por comandar processos históricos ligados ao crime organizado e ao terrorismo internacional. Especialistas jurídicos ouvidos pela imprensa americana afirmam que, se condenado, Maduro pode enfrentar penas severas, incluindo prisão perpétua, em um processo que já é considerado um dos mais simbólicos da história recente da geopolítica latino-americana.
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