
O escândalo do INSS, que já é chamado de “Aposentão”, escancarou a fragilidade do governo Lula diante de uma fraude bilionária que atingiu milhões de aposentados. Após dias de silêncio, o presidente finalmente se pronunciou neste sábado, 10, culpando gestões anteriores pelos descontos não autorizados. Porém, os dados mostram que foi justamente durante seu governo que os descontos indevidos mais cresceram, atingindo cerca de 9 milhões de beneficiários e causando um prejuízo estimado em R$ 8 bilhões.
A demora em afastar os responsáveis diretos, como Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, e Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, agravou a crise. Lupi, inclusive, só deixou o cargo após forte pressão, sendo substituído por seu próprio número dois, o que não ajudou a melhorar a imagem do governo. Além disso, o envolvimento de entidades ligadas ao sindicalismo, como o Sindicato Nacional dos Aposentados, que tem como vice-presidente o irmão de Lula, Frei Chico, levanta suspeitas sobre a real disposição do governo em combater as irregularidades.
Nas redes sociais, a oposição tem se destacado na narrativa sobre o escândalo. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo que já ultrapassou 136 milhões de visualizações no Instagram, escancarando a distância entre a reverberação popular dos aliados de Jair Bolsonaro e o alcance das mensagens dos lulistas.
Enquanto isso, o vídeo do deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) sobre o mesmo tema não passou de um milhão de views em quase 24 horas.
O governo Lula, que já enfrenta baixa popularidade, vê sua imagem ainda mais desgastada com esse escândalo. A tentativa de culpar gestões anteriores não convence, especialmente quando os dados mostram que a maior parte das irregularidades ocorreu durante seu mandato.
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