O presidente Lula recentemente vetou integralmente um projeto que estendia e expandia a desoneração da folha de pagamentos, uma decisão que causou bastante agitação entre os parlamentares. Essa irritação é direcionada principalmente ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que defendeu a inconstitucionalidade do benefício e pareceu minimizar as preocupações com possíveis demissões.
Haddad prometeu apresentar alternativas para os setores afetados, mas essa promessa não foi suficiente para acalmar os ânimos.
A reação no Congresso foi imediata e forte. Ângelo Coronel, senador pelo PSD-BA, que relatou a proposta, expressou seu descontentamento com palavras duras, ressaltando a necessidade de o governo reduzir suas próprias despesas antes de cortar incentivos. Ele destacou que a desoneração foi aprovada com uma margem significativa tanto na Câmara quanto no Senado e considerou o veto um desrespeito ao Congresso, prometendo uma reação enérgica para derrubá-lo.

Além disso, o deputado Joaquim Passarinho, do PL-PA e presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), vê o veto como uma jogada estratégica do governo, uma forma de criar problemas para ganhar poder de negociação. Isso parece ser apenas uma parte de uma relação mais ampla e complexa entre o governo e o Congresso, que inclui outros vetos presidenciais e a resistência à Medida Provisória da Subvenção, vista como chave para equilibrar as contas públicas em 2024.
Diante dessa situação, a FPE convocou outras frentes parlamentares para uma reunião, buscando uma estratégia conjunta para derrubar o veto. O tempo é essencial, já que o benefício atual termina em 31 de dezembro.
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