
Ronaldo Caiado sabe que não é um nome popular no Brasil. “Não sou candidato de colete, nem candidato de barra de saia de ninguém”, avisou logo de cara, ao lançar sua pré-candidatura à presidência em Salvador. E foi direto ao ponto: segurança pública, inflação e responsabilidade fiscal.
Ao se apresentar como alternativa real para 2026, Caiado dá o recado para a direita (inclusive para Bolsonaro), de que não vai esperar bênção de ninguém.
Caiado não carrega o peso de ter surgido no vácuo bolsonarista, como Tarcísio, Zema ou Ratinho Jr. Ele existe politicamente desde antes, foi candidato à presidência em 1989 e começou sua trajetória pelas mãos de Antônio Carlos Magalhães, ícone da política baiana. Quando diz que “é desencabrestado”, está dizendo que não teme a patrulha dos aliados do ex-presidente, que tacham qualquer crítica como “traição”.
Enquanto Lula continua usando Bolsonaro como espantalho para esconder o caos do seu governo com inflação em alta, violência sem controle e o STF agindo como escritório do PT, a direita precisa pensar além da anistia do 8 de janeiro.
Caiado joga luz nessa discussão: vale a pena insistir num nome que virou alvo fácil da esquerda ou é hora de buscar um líder que fale a língua do povo e não tenha pendência com a Justiça?
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