
Uma semana após pressões internas, discursos atravessados e muita conversinha fiada, o senador Otto Alencar escancarou para o próprio partido e para a Bahia que seu alinhamento é definitivo com o PT. O que começou como um debate interno no PSD acabou virando um retrato da arrogância petista, potencializada pela postura de Rui Costa e pela incapacidade do governador Jerônimo Rodrigues de construir qualquer saída política via diálogo ou negociação.
Hoje, o PSD chega a 2026 completamente dividido, com mais de 300 prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, parlamentares e lideranças municipais inclinados a seguir o projeto do senador Ângelo Coronel, nome com forte perfil municipalista e capilaridade real no interior. Nos bastidores, o diagnóstico é claro: esse racha tende a provocar centenas de baixas na base de apoio de um governador sem carisma, sem obras estruturantes para mostrar e cada vez mais dependente do desgaste nacional do presidente Lula, cuja rejeição segue elevada em diversas regiões da Bahia.
Mesmo diante desse cenário, Otto Alencar evita o confronto direto e prefere negar a crise em rádios do interior, longe dos grandes veículos e de uma coletiva de imprensa aberta.
A pergunta que ecoa no meio político é simples: se está tão confortável com suas decisões, por que Otto foge do debate público amplo e escolhe responder de forma fragmentada, sem encarar questionamentos mais duros?
Nos bastidores, o movimento já está em curso. Interlocutores próximos a Coronel afirmam que o senador já tem destino político definido: o União Brasil, ao lado do principal líder da oposição ao PT na Bahia, ACM Neto.
Passada a eleição de 2026, a projeção é de que o PSD perca mais da metade da sua estrutura no estado, resultado direto de escolhas políticas que colocaram o partido a reboque do PT.
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