
Uma nova movimentação política nos bastidores da Bahia reforçou o tamanho da influência do senador Otto Alencar (PSD) dentro do grupo que governa o estado. Considerado o pivô da mais recente turbulência na base aliada de Jerônimo Rodrigues (PT), Otto conseguiu filiar ao PSD nomes que estavam praticamente acertados com outras siglas, como MDB e PDT. Entre eles está o deputado federal Raimundo Costa, que acabou atraído para o partido após uma série de concessões políticas. Aliados afirmam que o senador entregou ao parlamentar espaços estratégicos que antes estavam sob influência do senador Angelo Coronel (PSD), como a Bahiapesca, além de abrir caminho para a indicação de aliados na Superintendência Nacional da Pesca.
O pacote político também incluiu o acesso ao teto do fundo eleitoral, que pode ultrapassar R$ 2,5 milhões por candidato em algumas chapas proporcionais, destinado a nomes como Raimundo Costa, Adriano e Bebeto Galvão, que migraram para o PSD. Com a estratégia, Otto tenta preencher o vazio deixado pela saída do deputado federal Diego Coronel, que teve cerca de 150 mil votos na última eleição.
A avaliação é que o senador tem usado todo o peso do partido para ampliar sua influência, muitas vezes avançando sobre espaços de aliados e impondo decisões que acabam reorganizando o próprio tabuleiro político da base governista.
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