
A fala de Otto Alencar em evento ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (6), apenas confirmou o que já circulava nos bastidores da política baiana. Ao declarar publicamente que seus candidatos ao Senado são Jaques Wagner e Rui Costa, Otto selou de vez o rompimento com Ângelo Coronel, amigo de mais de 40 anos e correligionário no PSD.
O gesto escancara a opção por atender aos interesses do PT, mesmo ao custo de rifar um senador em exercício que obteve mais de 2,2 milhões de votos na eleição de 2018.
Mais grave ainda foi o tom adotado no discurso. Ao afirmar que iria “derrubar qualquer conspiração”, Otto abandonou de vez o campo do diálogo político e flertou com uma retórica de intimidação que causa desconforto até entre aliados.
O episódio acontece num momento em que pesquisas recentes indicam desgaste do governo petista no estado, com índices de rejeição elevados e queda de aprovação em áreas sensíveis como segurança pública e economia.
Ainda assim, Otto preferiu se alinhar integralmente ao projeto do PT, assumindo publicamente a traição a Coronel e aprofundando a divisão interna no PSD baiano, hoje pressionado por prefeitos e lideranças municipais que já admitem romper com o grupo governista em 2026.
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