
Enquanto deputados e senadores com cargos de peso em Salvador e Brasília seguem constrangidos a “engolir seco” a permanência do PSD no palanque do incompetente Jerônimo Rodrigues, a massa que representa a sigla no interior já se move em outra direção. Prefeitos e vereadores de centenas de municípios iniciaram uma romaria política em apoio ao senador Ângelo Coronel, tratado como traído no arranjo imposto pela petezada baiana.
O movimento cresce fora das capitais, onde a política é mais pragmática e o desgaste do governo Jerônimo Rodrigues é sentido no dia a dia da população.
Dados do TSE mostram que o PSD é hoje um dos partidos com maior capilaridade municipal na Bahia, com centenas de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças locais eleitos em 2020 e 2024. É justamente essa base que começa a se afastar da direção estadual alinhada a Otto Alencar, pressionada pela fidelidade cega ao PT, mesmo após a exclusão de Coronel da chapa majoritária.
Em declarações públicas e conversas reservadas, prefeitos reclamam de abandono político, falta de diálogo e da submissão do partido a decisões tomadas pelos petistas Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner.
O resultado tende a ser devastador: com a migração silenciosa dessas lideranças, o PSD corre o risco real de encolher a ponto de disputar espaço com siglas nanicas como PSOL e PCdoB em 2028.
O alinhamento de Otto ao extremismo petista, somado à traição interna patrocinada pelo governo, pode custar ao partido não apenas espaço institucional, mas a própria sobrevivência como força relevante na Bahia… abrindo caminho para um esvaziamento histórico em favor do campo oposicionista liderado por Ângelo Coronel.
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