
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF a condenação de Jair Bolsonaro por liderar uma suposta trama golpista após a derrota em 2022. As penas podem ultrapassar 40 anos de prisão. A denúncia inclui crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e abolição do Estado Democrático de Direito.
Gonet acusa Bolsonaro de chefiar um plano “progressivo e sistemático de ataque às instituições”, junto a generais, ministros e aliados próximos, como Anderson Torres, Braga Netto, Augusto Heleno e Ramagem.
As provas, segundo ele, foram documentadas pelos próprios investigados.
No processo, Bolsonaro disse que nunca falou em golpe e que “é caso de internar” quem defendesse intervenção militar. Afirmou também: “Golpe é abominável. O golpe até seria fácil começar. O afterday é imprevisível e danoso”.
A manifestação da PGR é a última etapa antes do julgamento, previsto entre fim de agosto e início de setembro. Ao todo, oito aliados de confiança do ex-presidente foram incluídos na denúncia.
A acusação destaca que o plano só fracassou pela “fidelidade do Exército e da Aeronáutica à Constituição”, apesar do “desvirtuamento de alguns de seus integrantes”.
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