
A mais recente pesquisa do instituto AtlasIntel, registrada no TSE sob o número BR-07600/2026, acendeu o sinal amarelo no PT baiano e aumentou o constrangimento nos bastidores do Palácio de Ondina.
Realizada entre 19 e 24 de fevereiro com 4.986 entrevistados e margem de erro de ±1 ponto percentual, o levantamento mostra que Luiz Inácio Lula da Silva tem 51,5% de desaprovação e 46,6% de aprovação, enquanto 48,4% avaliam o governo como ruim ou péssimo. No Nordeste, reduto histórico do petismo, 45,4% já desaprovam o desempenho do presidente, dado que anima pré-candidatos de centro e direita e coloca pressão sobre Jerônimo Rodrigues, que depende fortemente da imagem nacional do PT para sustentar sua base rumo a 2026.
Nos bastidores, prefeitos evitam compromisso público antecipado com Jerônimo, temendo que abraçar o PT após duas décadas de domínio estadual vire “tiro no pé” em 2028, quando estarão novamente diante das urnas.
Prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), por exemplo, mantém postura cautelosa e condiciona apoio a promessas antigas, como o aeroporto regional da Cidade Sol, gerando ruídos dentro da base e acusações veladas de “chantagem”, enquanto o desenho da chapa majoritária também enfrenta incertezas, com movimentos envolvendo Jaques Wagner, Rui Costa e Geddel Vieira Lima, revelando uma base dividida, desconfiada e cada vez mais distante da unidade que marcou os primeiros anos do ciclo petista na Bahia.
O clima é de tensão silenciosa: prefeitos calculam desgaste, vereadores cobram promessas não cumpridas e lideranças do interior já observam que a popularidade nacional em queda pode respingar diretamente na campanha estadual.
Diante desse cenário, a articulação política do governo enfrenta desconfiança interna, incertezas sobre alianças e o risco concreto de palanques esvaziados no interior.
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