
A Bahia está assistindo, mais uma vez, ao mesmo filme repetido do governo Jerônimo Rodrigues: pedido de empréstimo atrás de pedido de empréstimo, enquanto metade do estado está tomado por obras paradas, escolas abandonadas e promessas que nunca saem do papel. Agora, Jerônimo quer mais R$ 300 milhões da Caixa (21º empréstimo em dois anos e 11 meses), empurrando a dívida para além dos R$ 25 bilhões. Tudo isso correndo em “regime de urgência”, daquele jeito que impede qualquer análise técnica da Assembleia Legislativa.
É assinar no escuro e seguir o baile, mesmo com a Bahia carregando 926 obras paralisadas, de um total de 1.770, segundo o TCU. Pior: R$ 1,5 bilhão já foi pago nessas obras que simplesmente não existem na vida real do baiano.
E quando a gente olha para onde esse dinheiro sumiu, o cenário é ainda mais revoltante. Só na educação básica, são 412 escolas e creches congeladas, com mais de R$ 215 milhões já liberados e nunca utilizados.
E o governador, em vez de explicar por que nada anda, chega de novo pedindo mais dinheiro, sem mostrar resultado e sem entregar o básico para um estado que amarga a pior educação pública do país, uma saúde em colapso e uma violência que só beneficia o crime organizado.
A pergunta que ecoa de norte a sul da Bahia é simples: para quê tantos empréstimos se as obras não saem do chão?
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