
Partido que integra e apoia a base do prefeito ACM Neto na Câmara Municipal, o Partido Humanista da Solidariedade já esta com seu comando trocado e atua na tentativa de destituir lideranças de políticos que compõem os quadros da legenda. O fato é que o ex-deputado Edson Pimenta, aliado de Rui Costa e ex-PSD, assumiu presidência do PHS na Bahia e entrou em jogo para mudar os rumos da sigla.
As informações dão conta de que Júnior Muniz já teria passado a presidência para as mãos de José Raimundo Sampaio Oliveira que solicitou por meio de ofício enviado à Presidência da Câmara que o vereador Téo Senna seja destituído do cargo de líder do partido no Legislativo Municipal. Minutos antes de iniciar a sessão ordinária na tarde desta segunda feira (13), o presidente da Casa, vereador Leo Prates (DEM), fez a leitura do ofício e anunciou a decisão da Mesa Diretora após a apreciação do documento, de acordo com o que prevê o Regimento Interno da Casa.
“A maioria dos membros filiados do partido que compõe esta Casa representará o partido. Com todo respeito à presidência do PHS, a decisão cabe aos quatro vereadores (Cátia Rodrigues, Igor Kannário, Isnard Araújo e Téo Senna). Portanto, esta presidência está impedida de fazer o ato solicitado pelo presidente do partido”, decide Leo Prates.
Senna, que é aliado e muito ligado ao prefeito ACM Neto, teria recebido um ultimato da nova direção do partido para rever sua posição. O vereador negou desembarque da base do governo municipal e não descarta possibilidade de trocar de partido. O primeiro vice presidente da Câmara, vereador Isnard Araújo, chegou a dizer que já não sabe mais quem é o presidente do partido e chegou a cogitar também uma possível mudança de legenda.
Em relação à decisão do nova direção do PHS sobre uma possível saída de Téo Senna da liderança do partido na Câmara, Isnard disse à imprensa na tarde desta segunda que não aceita e lamenta a posição do novo comando da legenda.
“Eu não aceitei, eu não quis ser o líder. Coloquei também a vice-presidência à disposição do partido. Lamento o desconhecimento do nosso novo presidente que não conhece o Regimento Interno da Casa, porque tentou destituir uma coisa que não tem capacidade e não tem poder pra isso, porque o líder é constituído pela bancada. Ele, desconhecendo o nosso Regimento fez algo que, infelizmente, para nós vereadores é lamentável, porque tira a nossa condição e capacidade de votar e de escolha. Eu, como vice, não aceitei ser o líder e lamento muito. Espero que nós possamos ter um presidente que eu já nem sei mais se será o Zé Raimundo. Já mudou, agora é Edson Pimenta. Eu estou confuso e, infelizmente, continuar no partido desse fica muito difícil”, lamenta Isnard.
O vice-presidente da Casa adiantou que a saída diante de impasse é trocar de partido. “Infelizmente, a saída é outro partido. O partido está com um rumo diferente. Já se fala em ir pra Rui Costa sem consultar os vereadores. Eu, Téo Senna, Igor Kannário e Cátia Rodrigues, nenhum dos quatro foi consultado e nenhum de nós fomos convencidos e muito menos dispostos em irmos para Rui Costa”, afirma Isnard.
Rafael Santana
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