
A prometida Ponte Salvador-Itaparica continua longe de sair do papel mesmo após mais de uma década de anúncios, promessas políticas e revisões milionárias iniciadas ainda nos governos de Jaques Wagner e mantidas por Rui Costa até chegar agora ao governo de Jerônimo Rodrigues. Nos bastidores, o clima é de irritação com a herança deixada por projetos considerados frágeis, estudos questionados e sucessivos retrabalhos técnicos que atrasaram o avanço da licença ambiental e ampliaram o desgaste político da obra, cujo custo estimado já ultrapassa R$ 10 bilhões.
Enquanto o governo tenta salvar o empreendimento, cresce a pressão sobre antigos responsáveis pela condução do projeto e sobre tentativas de rearticulação de grupos ligados ao antigo modelo de contratos e prestadores de serviço dentro da máquina estadual.
Em Brasília e Salvador, órgãos de controle como Ministério Público e Tribunal de Contas seguem atentos aos próximos passos da novela que, para muitos baianos, já virou retrato do desgaste de quase 20 anos de promessas petistas sem entrega concreta.
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