
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) apontou falhas no relatório ambiental e não concedeu aval à licença de instalação da Ponte Salvador-Itaparica, segundo revelou o Correio. O projeto, prometido desde 2007, ainda no governo de Jaques Wagner, atravessou as gestões de Rui Costa e agora de Jerônimo Rodrigues sem sair do papel.
A ponte, orçada atualmente em mais de R$ 10 bilhões, teria cerca de 12,4 km sobre a Baía de Todos-os-Santos e previsão de gerar até 7 mil empregos diretos na fase de construção, segundo dados oficiais do governo estadual.
Mesmo com contrato firmado com o consórcio chinês desde 2020, a obra segue sem licença definitiva para começar.
O IPHAN apontou inconsistências técnicas relacionadas ao impacto sobre áreas tombadas e patrimônio cultural na região da Baía, exigindo complementações nos estudos. Ao longo dos anos, o governo estadual atribuiu os atrasos à pandemia, à necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, à alta do dólar e a ajustes ambientais.
Em 2023 e 2024, Jerônimo Rodrigues reafirmou publicamente que a ponte sairia do papel e que as licenças seriam resolvidas, repetindo discursos feitos por Wagner e Rui.
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