
A “luta” entre Popó e Wanderlei Silva, no Spaten Fight Night 2, terminou em briga generalizada e agora pode ganhar um longo desdobramento jurídico. O “Cachorro Louco” chegou a desmaiar após ser atingido durante a confusão e foi levado ao hospital, enquanto Popó, visivelmente irritado, disparou: “Foi covardia, o Brasil inteiro viu essa vergonha”.
A Federação Paulista de Boxe já confirmou que vai investigar os responsáveis e estuda medidas disciplinares, incluindo suspensão e multas.
Especialistas em direito esportivo explicam que a pancadaria pode resultar em quebra de contratos, uma vez que cláusulas de conduta preveem punições severas para episódios de violência fora das regras. Além de ressarcimento por danos de imagem e custos médicos, o caso pode gerar ações milionárias de indenização.
Os organizadores também podem ser acionados por falha na segurança, já que o ringue acabou invadido em plena transmissão televisiva.
Outro ponto que agrava a situação é a condição de alguns envolvidos. Atletas profissionais, como o filho de Wanderlei Silva, Thor Silva e Fabrício Werdum, têm as mãos consideradas pela Justiça brasileira como arma branca, o que eleva a gravidade de eventuais agressões cometidas fora das regras. Nesse cenário, as investigações podem levar a processos criminais por lesão corporal grave e até à suspensão de licenças esportivas.
O episódio, que já repercute nas redes com milhões de visualizações, ameaça se tornar o caso mais polêmico da história recente do boxe e do MMA no mundo.
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